Refinanciamento imobiliário ajuda famílias a sair da inadimplência

O refinanciamento imobiliário cresce no Brasil, apesar de ainda ser desconhecido por muita gente. A modalidade de empréstimo possui como grandes vantagens as taxas de juros baixas, os prazos longos de pagamento e a possibilidade de contratar volumes maiores de crédito.

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“A opção é extremamente viável e permite que o indivíduo continue a fazer planos e começar projetos, além de ajustar a sua vida financeira”, explica Bruno Gama, CEO da CrediHome, empresa que negociou mais de R$ 4,5 bilhões em crédito imobiliário no ano passado.

De fato, se usado com inteligência, o refinanciamento imobiliário pode ajudar os consumidores a trocar uma dívida “mais cara” (com taxa de juros ou parcela altas) por uma dívida “mais barata”. E, ao contrário do que muita gente pode pensar, a modalidade é segura e fácil de contratar.

Como funciona o refinanciamento imobiliário?

O refinanciamento imobiliário também é comercializado pelas instituições de crédito como “home equity” e “empréstimo com garantia de imóvel”. Essa última denominação expressa bem como a prática funciona.

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Nela, o consumidor coloca o seu imóvel como garantia do empréstimo, o que dá mais confiança à instituição de que as parcelas serão pagas e libera condições mais vantajosas de pagamento, como taxa de juros baixa, prazo longo de pagamento e volume alto de crédito.

O imóvel colocado como garantia se torna legalmente uma propriedade do credor, num esquema chamado alienação fiduciária. O cliente, no entanto, pode continuar morando e usufruindo do imóvel normalmente e volta a ser o seu proprietário legal após quitar todas as parcelas.

Como contratar refinanciamento imobiliário?

Contratar um refinanciamento imobiliário não é tão difícil quanto parece e é acessível até para quem tem um score de crédito baixo.

“O intuito da modalidade é ofertar recursos de qualidade e que tragam soluções, por isso a comprovação de renda é a ação inicial do procedimento”, explica Bruno Gama. “Depois disso, algumas instituições podem diferenciar os serviços de acordo com o perfil de imóvel”.

Também é necessário submeter o imóvel a uma análise presencial, na qual o estado físico do bem e outros fatores que determinam o seu valor comercial serão avaliados. A documentação do imóvel também será requisitada, para comprovar que está tudo regular. “Para levantar o recurso, a pessoa utiliza um imóvel que ela já possui, quitado ou não”, esclarece o especialista.

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Bruno Gama também alerta sobre alguns cuidados ao se contratar um refinanciamento de imóvel. “Recomendamos que os interessados não antecipem pagamentos condicionados à liberação do crédito, porque é uma prática que coloca em dúvida a legitimidade da companhia. Em caso de incerteza, o melhor a se fazer é procurar diretamente a instituição para se certificar de que quem está atendendo o cliente de fato a representa, ou até mesmo buscar o site próprio da organização e avaliações da mesma na internet.”

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Amaury Nogueira
Amaury da Silva Nogueira é bacharelando em Letras/Edição pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Apaixonado pelo universo da escrita, atua há dois anos como redator e realiza pesquisas sobre história da edição no Brasil. Além disso, atualmente pesquisa também sobre direitos e benefícios sociais para agregar conhecimento na redação do portal de notícias FDR.