Bancos e celulares cada vez mais roubados: confira alvos preferidos dos criminosos

No Brasil, a taxa de roubos totais por cada 100 mil habitantes caiu 3,9% em 2021 ante 2020. Porém, nem tudo são boas noticias, já que a taxa de roubo a instituições financeiras, a cada 100,  o que inclui o roubo a bancos, caixas eletrônicos e carros fortes, aumentou 11%.

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Respectivamente, o roubo a estabelecimentos comerciais e de carga cresceram 6,5% e 2,4%. As informações foram divulgadas nesta terça, 28, pelo Anuário Brasileiro de Segurança Pública.

“O ano de 2021 foi marcado pela retomada das atividades, principalmente a partir do avanço da vacinação, e o que as estatísticas nos indicam é que também houve retomada de parte considerável das ocorrências de crimes contra o patrimônio”, disseram Valor Investe os pesquisadores David Marques e Amanda Lagreca, do Fórum Brasileiro de Segurança Pública. 

Os roubos a instituições financeiras vem atraindo a atenção, especialmente para casos envolvendo o “novo cangaço”. 

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“Embora menos frequentes, esses casos geralmente alcançam repercussão nacional por sua magnitude, com grandes grupos de assaltantes com armas de grosso calibre, utilização de reféns como escudo humano, incêndio de veículos e sua utilização para bloquear vias urbanas ou rodovias, dominação das forças policiais de cidades menores, geralmente do interior dos Estados alvo”, disseram os pesquisadores, dando como exemplo casos que aconteceram no ano passado em Ourinhos, Araçatuba e Botucatu, no interior de São Paulo, Varginha, em Minas Gerais e Nova Bandeirantes, no Mato Grosso.

Porém, diversos crimes patrimoniais, especialmente no âmbito financeiro, estão indo para o mundo virtual.

“A digitalização das finanças, de serviços e do comércio, especialmente impulsionada durante o período pandêmico, contribui com a formação de um ambiente propício ao desenvolvimento de modalidades criminais que exploram vulnerabilidades nesses segmentos”, explicaram Marques e Lagreca ao valor Investe, dando o PIX como exemplo.

Roubo de celular

O Anuário incluiu pela primeira vez os crimes do tipo patrimonial. Entre os anos de 2020 e 2021, a taxa de furtos e roubos de celulares a cada 100 mil habitantes cresceu 1,8%. Em 2021, foram registrados 847,8 mil casos, o equivalente a pelo menos 1,6 aparelho roubado ou furtado a cada minuto no país. 

“É preciso considerar 2021 como um ano proporcionalmente menos afetado pelas medidas sanitárias de restrição de circulação de pessoas por conta da covid-19”, destacaram os pesquisadores ao Valor Investe.

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Paulo Amorim
Paulo Henrique Oliveira é formado em Jornalismo pela Universidade Mogi das Cruzes e em Rádio e TV pela Universidade Bandeirante de São Paulo. Atua como redator do portal FDR, onde já cumula vasta experiência e pesquisas, produzindo matérias sobre economia, finanças e investimentos.