Golpes com o PIX ultrapassam de R$ 10 milhões por dia; veja como se proteger

O sistema de pagamentos instantâneos, PIX, chegou para revolucionar os meios de pagamento. Resultado da ampla adesão são as transações que hoje já ultrapassam a marca recorde de R$ 73 milhões por dia. 

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A vantagem do PIX está relacionada, principalmente, ao fato de que este meio de pagamento digital não cobra nenhuma taxa. Este já é um diferencial em comparação ao TED e DOC, por exemplo, que podem ser usados perante limitações no decorrer do mês além da cobrança de taxas de serviço. 

Apesar dos benefícios e agilidades do PIX, o sistema também se tornou alvo fácil de fraudes, alertando e preocupando as instituições financeiras pelos riscos aos quais ele está suscetível. Para se ter uma ideia sobre a gravidade da situação, o apanhado de golpes via PIX já ultrapassam R$ 10 milhões diariamente.

Somente no primeiro semestre de 2022, em aproximadamente um mês, R$ 312 milhões foram movimentados por meio de golpes envolvendo o sistema de pagamentos instantâneo. O que dificulta o resgate dos valores enviados nesta modalidade é que, após o envio, não há como cancelar a transação, tendo em vista que a proposta tem foco na instantaneidade. 

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É justamente desta fragilidade que os golpistas se aproveitam. Infelizmente, este não é o único ponto negativo. Isso porque, quando um PIX é enviado por engano, existe a possibilidade de entrar em contato com o banco e solicitar auxílio para reaver os valores. Mas quando se usa contas falsas para aplicar o golpe, é praticamente impossível descobrir quem está por trás

Diante da amplitude dos golpes envolvendo o PIX, o Banco Central tem pressionado os bancos para que estejam aptos a mapear e identificar as falhas relacionadas à segurança das contas. 

Como proteger a chave PIX e evitar golpes

Apesar de o Banco Central ressaltar que não há riscos quanto ao vazamento das chaves PIX, este tipo de situação pode facilitar a ação de cibercriminosos. Com este tipo de informação em mãos, eles podem fazer o cruzamento com dados obtidos em vazamentos antigos, facilitando a invasão da conta bancária ou aplicação de golpes phishing mais elaborados. 

No entanto, existem algumas dicas que, se colocadas em prática, podem evitar que os dados bancários sejam vazados. Na verdade, a dica é bem simples, tomar cuidado ao compartilhar a chave PIX, não fazer cadastros em sites que gerem qualquer desconfiança e evitar postar informações publicamente nas redes sociais. 

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Contudo, se mesmo tomando todos esses cuidados, a chave PIX compôr um vazamento, é crucial se atentar às tentativas de golpe. 

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Laura Alvarenga
Laura Alvarenga é graduada em Jornalismo pelo Centro Universitário do Triângulo em Uberlândia - MG. Iniciou a carreira na área de assessoria de comunicação, passou alguns anos trabalhando em pequenos jornais impressos locais e agora se empenha na carreira do jornalismo online através do portal FDR, onde pesquisa e produz conteúdo sobre economia, direitos sociais e finanças.