Corinthians tem dívida com a Caixa e só vai conseguir quitá-la muito tempo após previsão inicial

Segundo o acordo que foi definido entre representantes do Corinthians com a Caixa Econômica, mas que ainda não foi assinado, é previsto que a dívida do clube com o banco seja paga 13 anos depois da data determinada originalmente.

O blog de Rodrigo Mattos no UOL, publicou em 2014, os detalhes do contrato que havia sido celebrado entre a Caixa Econômica e a empresa Arena Itaquera, concebida sob controle de Corinthians e Odebrecht. O time assina os papéis com interveniente.

O documento trata do pagamento do empréstimo no valor de R$400 milhões feito pela Caixa no BNDES para a construção do estádio do Corinthians.

De acordo com a matéria publicada naquele ano, o empréstimo deveria ser pago a partir de junho de 2015 e tinha um prazo de 161 meses para ser quitado. Desta forma, a previsão inicial era de que o débito fosse pago até 2028.

No início desta semana, a diretoria do clube revelou os detalhes deste acordo alinhavado com o banco para finalizar a cobrança da dívida na Justiça pela Caixa contra a Arena Itaquera e para determinar um refinanciamento.

Dívida do Corinthians

É previsto pelo acordo que a dívida seja paga até o ano de 2041. Entre 2023 e 2025, devem ser quitados os juros da operação. Já a partir de 2025, começa a ser paga o valor principal em parcelas trimestrais.

De acordo com dados levados ao Cori, o valor atualizado do débito em janeiro deste ano é de R$611 milhões. O acordo ainda pode passar por mudanças.

A Caixa, ao alegar que a Arena Itaquera atrasou o pagamento das parcelas do financiamento de R$400 milhões, executou o contrato e exigiu que o débito fosse pago. Considerando a multa, o valor devido chegava a quase R$536 milhões, nas contas do banco, no começo da ação que foi apresentada à Justiça Federal de São Paulo em 2019. O clube contestou o valor.

Na próxima segunda, 27, o acordo com a Caixa será mostrado para o Conselho Deliberativo do Corinthians, que irá discutir o assunto. Apenas depois desta apreciação, é que poderão ocorrer possíveis ajustes finais e a assinatura do acordo para que o processo seja encerrado. 

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Paulo Amorim
Paulo Henrique Oliveira é formado em Jornalismo pela Universidade Mogi das Cruzes e em Rádio e TV pela Universidade Bandeirante de São Paulo. Atua como redator do portal FDR, onde já cumula vasta experiência e pesquisas, produzindo matérias sobre economia, finanças e investimentos.