‘É impossível interferir nos preços da Petrobras’; confira quem do Governo disse isso

Nesta terça, 21, Adolfo Sachsida, ministro de Minas e Energia, disse em uma audiência pública na Comissão de Minas e Energia na Câmara dos Deputados, que interferir na política de preços da Petrobras é impossível. Esta declaração foi dada um dia depois da saída do atual presidente da estatal, José Mauro Coelho.

Coelho renunciou o cargo em meio as pressões políticas por conta dos aumentos no preço dos combustíveis. A indicação dele para o cargo foi feita pelo governo em abril. Não é possível interferir no preço dos combustíveis. “Não está no controle do governo e, honestamente, preço é uma decisão da empresa, não do governo”, disse Adolfo Sachsida.

“Além disso, nós temos marcos legais que impedem a intervenção do governo na administração da empresa, mesmo o governo sendo acionista majoritário”, complementou  ele.

Apesar do que afirma Sachsida, a União é a acionista controladora da Petrobras, por conta disso, ela possui prerrogativas. De acordo com especialistas procurados pelo UOL, o governo tem o poder de interferir de maneira indireta, seja trocando o presidente da Petrobras ou impondo o interesse público acima do que desejam os acionistas.

Privatização da Petrobras

O ministro falou ainda sobre a possível privatização da Petrobras. Em sua visão, esta é a solução pois traria competitividade no setor. No entanto, Adolfo pontoou que esta é uma medida de longo prazo.

“A privatização tem efeitos maravilhosos sobre a competição, quando é bem desenhada”, defendeu. Um processo de privatização bem desenhado, que traga competição ao setor, que traga mais players, mais empresas, isso vai gerar um tremendo ganho de bem-estar aos consumidores e à sociedade brasileira. Acredito eu que esse é o caminho de longo prazo que deveria ser seguido”, disse.

Em maio, Sachsida disse no momento em que foi indicado para o cargo que teve o aval de Jair Bolsonaro para dar início aos estudos para a privatização da estatal. No começo de junho, o presidente disse que este seria um processo demorado. De acordo com ele, seriam precisos no mínimo quatro anos para terminar o processo.

Por fim, o ministro disse que o novo Conselho de Administração da Petrobras indicado pelo governo federal obedecerá a lei no que se refere à definição de políticas de preços de combustíveis.

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Paulo Amorim
Paulo Henrique Oliveira é formado em Jornalismo pela Universidade Mogi das Cruzes e em Rádio e TV pela Universidade Bandeirante de São Paulo. Atua como redator do portal FDR, onde já cumula vasta experiência e pesquisas, produzindo matérias sobre economia, finanças e investimentos.