Estas dicas são essenciais para você não cair nos golpes de cartão de crédito

Cartões de crédito trazem diversas vantagens na hora de consumir e pagar contas, que ajudam a explicar porque ele é o meio de pagamento preferido dos brasileiros. Pessoas mal intencionadas, no entanto, podem se aproveitar das facilidades proporcionadas pelo cartão, bem como da falta de cuidado de alguns consumidores, para aplicar golpes envolvendo a ferramenta.

Neste artigo, explicaremos quais são os tipos de golpes de cartão de crédito mais praticados em 2022 e como se proteger para não cair neles. Confira!

Principais golpes de cartão de crédito

A maioria dos golpes envolvendo cartão de crédito se dá através do roubo de informações pessoais, como senha do cartão, número da conta, nome e CPF do usuário. De posse dos dados, os criminosos podem fazer compras e transações ou clonar o cartão.

Os dados são obtidos de diversas formas. Uma das principais é o famoso phishing, que funciona assim: o golpista envia uma mensagem por e-mail, SMS, WhatsApp ou redes sociais, anunciando alguma promoção ou oferta.

Ao clicar no link, o usuário pode ter seu aparelho infectado por um vírus, que roubará informações sensíveis, ou pode ser direcionado a um site falso, onde será induzido a inserir os dados do cartão de crédito.

Outro golpe comum, e ainda mais sofisticado, é feito por ligação telefônica. A vítima recebe uma ligação do criminoso, que se passa por um funcionário do banco. Ele diz que uma transação suspeita foi realizada com o cartão e induz a vítima a digitar a senha, para que o problema seja resolvido.

Em seguida, um motoboy é enviado para a casa da vítima, para recolher o cartão. Ele pode até cortar o dispositivo na frente do seu proprietário, mas sem danificar o chip, que poderá ser usado pelos golpistas em outro cartão.

Há ainda outro tipo de golpe, que é até fácil de descobrir, mas que também faz muitas vítimas. Nesse, um funcionário de um comércio pede para o cliente digitar a senha na maquininha, mas no campo errado, de modo que a senha possa ser visualizada. Em seguida, ele devolve um cartão semelhante ao do cliente e fica com o original.

Como evitar cair nos golpes

  1. Se você receber mensagens suspeitas, com promoções ou ofertas, não clique no link dentro delas. Se possível, nem abra a mensagem, exclua-a e bloqueie o remetente. Desconfie especialmente das ofertas que parecem boas demais, com preços muito abaixo da média.
  2. Verifique se o site onde você fará uma compra ou transação é seguro: verifique se ele é realmente o site usado pela empresa ou se é falso; pesquise pela reputação da empresa na internet, se for desconhecida; veja se há certificado de segurança, símbolo de cadeado ao lado do endereço da página e a sigla “https” no início do endereço.
  3. Cuidado com os boletos recebidos por e-mail. Antes de pagá-los, verifique se realmente foram enviados pela empresa.
  4. Não faça compras ou transações em wi-fi públicos, pois suas informações podem ser visualizadas por terceiros.
  5. Verifique se a mensagem ou ligação recebida é realmente do banco ou loja. Peça que confirmem informações pessoais. Se achar a ligação suspeita, desligue.
  6. Não empreste o seu cartão de crédito para outras pessoas usarem, mesmo que sejam conhecidos! Também não forneça a senha.
  7. Ao usar a maquininha, certifique-se de que a senha não pode ser visualizada.
  8. Ative a autenticação em duas ou mais etapas. Ou seja, além da senha, ative biometria, SMS, reconhecimento por voz, etc.
  9. Também ative as notificações, para ser informado sempre que uma transação for realizada com o cartão de crédito.
  10. Caso suspeite de alguma transação com o cartão, informe imediatamente o banco e peça o bloqueio do dispositivo.
  11. Use cartão de crédito virtual. Além de mais fácil de usar, é fácil de bloquear, podendo ser gerado um novo “exemplar” sempre que necessário.

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Amaury Nogueira
Amaury da Silva Nogueira é bacharelando em Letras/Edição pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Apaixonado pelo universo da escrita, atua há dois anos como redator e realiza pesquisas sobre história da edição no Brasil. Além disso, atualmente pesquisa também sobre direitos e benefícios sociais para agregar conhecimento na redação do portal de notícias FDR.