80 mil novas empresas foram abertas no Brasil; saiba o que fazer para se manter no mercado

Pontos-chave
  • Mais de um milhão de empresas foram abertas no início deste ano;
  • Maior parte das empresas abertas são MEIs;
  • São Paulo lidera ranking de novas empresas.

O Brasil registrou a abertura de mais de 80 mil empresas somente em março de 2022. O número representa um marco inédito para o mercado empresarial no âmbito nacional, especialmente durante um período em que o país ainda está no pós-pandemia. 

Enquanto empresas de todos os portes continuam se recuperando dos impactos expressivos da crise sanitária que assolou o Brasil durante dois longos anos, mentes inovadoras enxergaram as principais deficiências no mercado. Nelas, viram a oportunidade de emergir neste universo oferecendo novos produtos e serviços. 

Nem mesmo a alta da inflação e, por consequência, inibiu o propósito de abertura de novas empresas no Brasil. No entanto, mesmo com números positivos, a manutenção de empresas ativas no mercado nacional ainda é um desafio a ser enfrentado pelos novos empreendedores e empresários. 

Relação de empresas abertas no Brasil

Considerando o primeiro trimestre de 2022, mais de um milhão de empresas foram abertas no Brasil. O total foi de 1.022.789 novos negócios, dos quais 79% são Microempreendedores Individuais (MEI). Os outros 21% são micro, pequenas empresas, empresas de grande porte, indústrias e agronegócios. 

Em março, o número total de empresas abertas apresentou um crescimento de 3,6% em relação a fevereiro, e de 1,7% em comparação a janeiro. Ao observar a comparação com o primeiro trimestre de 2021, nota-se uma queda de 4,8% no número de novas empresas, apesar de haver um crescimento de 19% em alusão ao primeiro trimestre de 2020. 

Pelo 10º ano consecutivo, São Paulo é o estado que mais abre empresas no Brasil. Por 10 anos consecutivos, Estados da região Sul e Sudeste lideram o ranking de abertura de empresas no Brasil. Os estados que mais abriram empresas nos três primeiros meses deste ano foram: 

  • São Paulo: 300 mil;
  • Minas Gerais: 107,6 mil;
  • Rio de Janeiro: 86 mil;
  • Paraná: 69,6 mil;
  • Rio Grande do Sul: 59,6 mil;

Atualmente, são mais de 21 milhões de empresas ativas no Brasil, de acordo com o levantamento. O setor de Serviços representa mais da metade do total de CNPJs abertos no país.

  • Serviços: 60,2%;
  • Comércio: 31,2%;
  • Indústria: 7%;
  • Outros: 1,3%;

Especialista aponta estratégias para se manter no mercado

Neste sentido, o presidente do Pacto de Aceleração das Empresas Cearenses (Paec) e mentor de negócios, Fred Pinho, destaca alguns pontos que devem ser observados e colocados em prática pelas novas empresas brasileiras. Para o especialista, um dos primeiros passos a ser dado é a revisão do modelo de negócio para que ele consiga alavancar no mercado de atuação. 

É necessário avaliar o nível de competitividade nos produtos e serviços. Para o especialista, o empreendedor deve se questionar de que maneira a empresa está sendo recebida pelos clientes. Por exemplo, se ela conquistou a liderança pelo preço, é preciso se atentar e tomar cuidado na contenção deste preço. 

Assim, é possível cortar custos antes de repassar a inflação. Até mesmo porque, se ele compete por preço e sobe o valor cobrado, a opção do cliente pode ser deixar de comprar daquele estabelecimento. 

“Já se ele compete por diferenciação dos seus produtos, então, esse empresário deve fazer entregas ainda melhores e manter esse diferencial sempre claro para o cliente”, ponderou Fred Pinho. 

Outro ponto apontado por ele é escolha pelo sistema de gestão adequado para que a progressão ocorra com eficiência operacional, mantendo o nível do serviço. Desta forma, é possível ter mais segurança quanto às entregas pontuais das vendas, garantindo os custos mais baixos possíveis com a segurança de resultados positivos. 

Seguindo essas recomendações, o destaque da empresa no mercado será certo, especialmente em virtude das falhas constantes de qualidade vinculadas ao sistema de negócios de várias empresas. 

O presidente da Paec também reforça a necessidade de liderança nas empresas, especialmente nas pequenas e médias, nas quais a liderança e controle, ambos por parte do próprio empresário, são cruciais. 

“É a hora do empresário ficar mais próximo das pessoas que constituem a organização, seus colaboradores, para acompanhar a produtividade, a qualidade e os custos e ele deve fazer isso através da gestão por objetivos, metas e um bom plano de ação”, declarou.

Por fim, Fred evidencia a importância do empresário buscar capacitação para vivenciar o atual momento da economia. Ele acredita que, agora, mais do que nunca, é essencial que as empresas procurem aprimorar as qualificações. 

Considerando o pós-pandemia, o país vivencia um cenário completamente novo no mundo dos negócios e muitos empresários ainda não se ajustaram para acompanhar esse crescimento, negligência que pode colocar o negócio em risco.

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Laura Alvarenga
Laura Alvarenga é graduada em Jornalismo pelo Centro Universitário do Triângulo em Uberlândia - MG. Iniciou a carreira na área de assessoria de comunicação, passou alguns anos trabalhando em pequenos jornais impressos locais e agora se empenha na carreira do jornalismo online através do portal FDR, onde pesquisa e produz conteúdo sobre economia, direitos sociais e finanças.