Planos de saúde terão a maior alta dos últimos 22 anos; confira quanto vai pesar no seu bolso

Nesta quinta, 26, a ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar) aprovou o aumento de 15,5% para os planos de saúde individuais e familiares. Este foi o aumento mais alto autorizado pela ANS desde o ano 2000, ano em que se iniciou a série histórica. Antes, o maior reajuste havia sido aprovado em 2016.

O reajuste vai se refletir nos contratos de oito milhões de beneficiários pelo pais, número que representa 16,3% dos consumidores de planos de saúde.

Este aumento é relativo ao período entre maio de 2022 a abril de 2023 e só poderá ser aplicado quando o contrato completa aniversário, ou seja, no mês que ele foi assinado.

Segundo a ANS, este reajuste foi ocasionado pelo crescimento nas despesas assistenciais de planos individuais no último ano, ante 2020, especialmente nos custos com serviços.

Por outro lado, o fluxo de uso de serviços de saúde não aumentou no mesmo patamar, com a volta mais gradativa em relação a internações e consultas.

“Como a frequência na utilização de serviços apresentou queda bastante acentuada em 2020, a retomada em 2021, ainda que gradual, foi suficiente para que, ao lado de um aumento acentuado nos preços dos insumos e serviços, acelerasse o índice deste ano para 15,5%”, explicou a ANS.

Este reajuste só é válido para os planos individuais e familiares. No caso dos planos empresariais e coletivos, as operadoras são livres para estipular os valores e reajustes, sem a necessidade de autorização pela agência.

Segundo empresas de saúde, o setor reduziu a oferta de planos individuais exatamente por conta da regulamentação da ANS, que determina limites para reajustes. As empresas dão preferência para os planos coletivos, pois seguem os preços de mercado. 

No Brasil, 49,1 milhões de habitantes possuem plano de saúde, segundo dados da ANS referentes ao mês de março. 

Este reajuste anual deve ser informado no boleto de cobrança dos planos de saúde seja ele individual ou coletivo. Caso a cobrança realizada supere os 15,5% determinados pela ANS, o consumidor deve entrar em contato com a operadora para pedir informações.

Caso a operadora não solucione o problema, a agência recomenda que o consumidor entre em contato com a ANS pelos telefones 0800 701 9656 e 0800 021 2105 (para pessoas com deficiência auditiva) ou pelo “Fale Conosco”.

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Paulo Amorim
Paulo Henrique Oliveira é formado em Jornalismo pela Universidade Mogi das Cruzes e em Rádio e TV pela Universidade Bandeirante de São Paulo. Atua como redator do portal FDR, onde já cumula vasta experiência e pesquisas, produzindo matérias sobre economia, finanças e investimentos.