Nesta quarta-feira, 11, o presidente da República, Jair Bolsonaro, se pronunciou sobre o aumento no preço da carne. Ele reconheceu que o encarecimento da proteína tem pesado no bolso do consumidor que passou a fazer substituições. No entanto, fez questão de destacar que este não é um cenário exclusivo do Brasil, mas sim de todo o mundo.
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De acordo com um levantamento feito pelo Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da Fundação Getúlio Vargas (FGV) o preço da carne superou a inflação nos últimos 12 meses. Conforme apurado pela instituição, o quilo da picanha teve um aumento de 15,4% no acumulado do mês de maio do ano passado até abril de 2022.
Neste mesmo período, a inflação apresentou uma alta de 12,13% segundo o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), medidor oficial da taxa inflacionária pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
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É importante explicar que os números levam em consideração os índices do Preço ao Consumidor 10 (IPC-10) e de Disponibilidade Interna (IPC-DI). Estas altas afetam uma série de produtos e serviços, o mais notável tem sido no setor de alimentos, em especial no preço da carne. Porém, mesmo diante da variação apresentada pela picanha, o corte está longe de ser aquele com o maior crescimento médio.
No acumulado dos últimos 12 meses, o filé mignon é o que tem maior influência no aumento no preço da carne, registrando uma alta de 26,54%. Em seguida vem o frango, que deixou a fama de carne mais acessível após a valorização de 21,32%. O encarecimento dos mais variados tipos de carne influenciou no adorado e famoso churrasco brasileiro que tem ficado cada vez mais inacessível.
De acordo com o balanço do FGV no “Kit churrasco” analisa os cortes mais usados na refeição, cujo aumento notado foi de 11%. Na oportunidade, o economista do FGV, Matheus Peçanha, pontuou os três vilões no aumento do preço da carne, sendo o clima, o câmbio e a demanda externa.
“A gente teve uma onda de sucessivos choques de custo e, principalmente, a cadeia do setor produtivo acabou sentindo por mais tempo. Em 2020, por exemplo, tivemos uma seca muito forte, que impactou a produção de milho e soja. Isso reverbera no preço até hoje”, explicou o economista.
