Saiba como o novo aumento do diesel vai afetar o seu bolso

A partir dessa terça-feira (10), começa a valer o novo reajuste no preço do diesel anunciado pelo Petrobras. O combustível fica mais 8,87% mais caro para as empresas distribuidoras e pelo menos R$ 0,36 mais caro para o consumidor final. Mas afinal, qual o impacto desse reajuste no nosso dia-a-dia, considerando que o diesel não é usado pela maioria dos motoristas?

Impacto indireto

O diesel realmente não é usado por quem dirige carro e moto, que costuma abastecer com gasolina ou etanol. Por outro lado, ele é o combustível de veículos muito importantes para a economia, em especial os caminhões, que são responsáveis pelo transporte da maioria das mercadorias.

Um aumento no preço do diesel, portanto, tende a impactar no preço das mercadorias consumidas por todos nós, ainda que não mesma intensidade que o reajuste promovido pela Petrobrás. Alguns fatores explicam isso.

É preciso considerar, primeiro, que a cadeia de distribuição do diesel tem outros custos além da aquisição do combustível da Petrobras, e que os motoristas adquirem nos postos uma mistura com 88% de diesel e 12% de biodiesel (de origem vegetal).

Os empresários podem também escolher não repassar o aumento para os seus clientes, ou repassar apenas uma parte. Mas o fato de que um grande reajuste, de 24,9%, foi promovido em março, aumenta a chance de que o consumidor final seja impactado agora, uma vez que a margem de lucro das empresas já está pressionada.

Passagens de ônibus

Outro caminho pelo qual os brasileiros podem ser impactados pelo reajuste do diesel é no preço das passagens de ônibus, micro-ônibus e outros veículos de transporte coletivo que usam esse tipo de combustível.

Diversas capitais brasileiras já anunciaram aumento nas passagens das linhas urbanas e inter-urbanas em 2022, e os passageiros podem ter que pagar tíquetes mais caros ainda neste ano ou no ano que vem. As passagens de ônibus interestaduais também podem ser impactadas.

O que se observa até aqui é que as passagens não estão subindo tanto de preço. De acordo com o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), medido pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), os tíquetes de ônibus municipais ficaram 1,2% nos últimos 12 meses, enquanto os de ônibus intermunicipais e interestaduais aumentaram entre 1,5% e 2,5%. Mas isso pode mudar no futuro.

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Amaury Nogueira
Amaury da Silva Nogueira é bacharelando em Letras/Edição pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Apaixonado pelo universo da escrita, atua há dois anos como redator e realiza pesquisas sobre história da edição no Brasil. Além disso, atualmente pesquisa também sobre direitos e benefícios sociais para agregar conhecimento na redação do portal de notícias FDR.