Como ficam os investimentos após ajuste nas taxas de juros do Brasil e dos EUA?

Ontem, 04/05, ocorreu a famosa Super Quarta, data em que tanto o Federal Reserve (Fed, banco central americano), nos EUA, e o Copom (Comitê de Política Monetária do Banco Central), no Brasil, devem se realizar o novo ajuste monetário. 

Isso pois diante da inflação global, o mercado financeiro cravou o  aumento da taxa de juros brasileira (SELIC), de 11,75% para 12,75%, e na taxa de juros americana, com elevação de 0,50 ponto percentual.

Os investidores pelo mundo vem sinalizando cautela maior desde a semana passada, quando o presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, chancelou os discursos de membros do comitê de que uma alta de juros mais acelerada no país é uma opção. 

Por aqui, de acordo com o Boletim Focus do Banco Central, que foi revelado no último dia 26, a projeção é de que a taxa básica de juros atinja os 13,25% ao ano até o fim de 2022 como forma de conter a inflação.

Foi relembrado por Felipe Reymond Simões, diretor de Investimentos da WIT Asset, que o Banco Central já está subindo os juros no pais desde março de 2021 e que este ajuste do Fed pode ajudar de maneira positiva a bolsa de valores brasileira. 

Simões analisa que o Brasil e os países emergentes, de forma geral, se beneficiam do crescimento da taxa de juros nos Estados Unidos. 

A lógica é esta: historicamente existe uma relação inversamente proporcional entre a bolsa de valores e as taxas de juros de um mesmo país. Sendo assim, a alta na taxa de juros americana pressiona a bolsa dos EUA. “Muito provavelmente, em algum momento vamos ter um fluxo de saída mais forte da bolsa americana. Boa parte desse fluxo estrangeiro é de investidores grandes e institucionais, que precisam entregar uma taxa mínima de rentabilidade para os seus cotistas”.

Historicamente, de acordo com o diretor da WIT Asset, todas as últimas vezes que os Estados Unidos aumentaram a taxa de juros de forma relevante, houve uma alta bastante expressiva na bolsa brasileira dolarizada.

A projeção é que os gestores desses fundos procurem oportunidades em outros mercados. Consequentemente, o Brasil e outros emergentes poderão ser os principais beneficiados deste movimento.

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Paulo Amorim
Paulo Henrique Oliveira é formado em Jornalismo pela Universidade Mogi das Cruzes e em Rádio e TV pela Universidade Bandeirante de São Paulo. Atua como redator do portal FDR, onde já cumula vasta experiência e pesquisas, produzindo matérias sobre economia, finanças e investimentos.