Fundos de investimento do Nubank tem desempenho abaixo da poupança; é hora de resgatar?

O Nubank lançou há quase um ano três fundos de “marca própria”, com a finalidade de democratizar os investimentos entre os clientes ainda novatos neste mundo. Rapidamente, os fundos da família Nu Seleção viraram um sucesso, por serem diversificados, fáceis e com aplicações partindo de R$1. 

O sucesso destes fundos mostra o grande alcance e força dos produtos lançados pelo banco digital, porém, eles não se traduziram em boa rentabilidade.

De seu lançamento até agora, as três modalidades perdem do CDI, a taxa de juros que segue próxima da Selic e que norteia as aplicações de renda fixa mais conservadoras da economia brasileira.

Isto mostra ainda que os fundos perdem até mesmo para a própria conta do Nubank, a NuConta, que oferta retorno de 100% do CDI, sem incidência de taxas (somente é cobrado os impostos) e com risco super baixo. As modalidades Equilíbrio e Potencial, perdem até para a caderneta de poupança.

Todos os fundos do banco digital também tiveram um desempenho inferior que o dos multimercados em geral – que, inclusive, estão apresentando ótima rentabilidade neste ano.

O período analisado foi exatamente o do aumento mais recente da Selic, que subiu 2,00% ao ano em março de 2021 para os atuais 11,75%. Desta forma, neste período, foi possível conquistar uma boa rentabilidade quase sem riscos e sem esforços, bastando ficar nas aplicações mais conservadoras ligadas à taxa Selic ou ao CDI.

Para deixar a comparação mais justa, fazer uma comparação entre os fundos do Nubank com aplicações tão conservadoras, voltadas para reservas de emergencia e objetivos de curto prazo, assim como suas ações, é quase como comparar bananas com maças e mangas.

Os fundos Nu Seleção investem em várias classes de ativos, sendo renda fixa, ações no Brasil e ouro e dólar nos EUA, e possuem níveis de risco intermediários entre as aplicações mais conservadoras de renda fixa e as carteiras de ações, e de acordo com o próprio Nubank, existem horizontes de investimento entre três e cinco anos.

Sendo assim, o fato é que estes produtos ainda são muito novos e ainda não conseguiram mostrar seu potencial.

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Paulo Amorim
Paulo Henrique Oliveira é formado em Jornalismo pela Universidade Mogi das Cruzes e em Rádio e TV pela Universidade Bandeirante de São Paulo. Atua como redator do portal FDR, onde já cumula vasta experiência e pesquisas, produzindo matérias sobre economia, finanças e investimentos.