Governo Federal injeta R$ 79 bilhões na economia nacional; confira onde o dinheiro vai ser usado

Economia nacional é movimentada pelos abonos sociais. Na última semana, a Caixa Econômica deu início aos depósitos do Auxílio Brasil e Saque Emergencial do FGTS. Ambos os projetos deverão injetar cerca de R$ 79 bilhões no PIB. No entanto, há grupos diferentes que serão contemplados. Confira.

Nos últimos meses, a população brasileira vem sentindo fortemente os impactos da crise econômica. Com a inflação em alta, o Governo Federal passou a liberar recursos extras de modo que movimentasse o PIB nacional. O Auxílio Brasil e o saque emergencial do FGTS devem melhorar as estatísticas financeiras do país.

Previsão sobre a economia nacional

Ao longo dos próximos meses, de acordo com o Ministério do Trabalho e da Previdência, os dois benefícios deverão contemplar cerca de 73 milhões de brasileiros. No caso do FGTS, o valor é de R$ 1 mil. Já o Auxílio Brasil está com mensalidades de R$ 400 ou R$ 451 quando integrado ao Vale Gás.

“O FGTS é um impulso adicional na economia ao longo do ano, concentrado no segundo trimestre. No caso da antecipação do 13º do INSS, embora a soma de recurso seja maior, você está antecipando um recurso que seria disponibilizado no final do ano. Mas deve produzir um efeito positivo no volume de vendas do comércio varejista este ano”, informou Fábio Bentes, economista-chefe da Confederação Nacional do Comércio e Serviços.

Quem pode receber o saque extraordinário do FGTS?

O abono vem sendo pago para todos os trabalhadores vinculados ao fundo de garantia que tenham um saldo de ao menos R$ 1 mil.

Quem pode receber o Auxílio Brasil?

Já nesse caso, o projeto é pago para os brasileiros em situação de vulnerabilidade que estejam registrados no Cadastro Único. Além disso, é preciso cumprir as seguintes regras:

  • Ter renda familiar per capita de até R$ 89; ou
  • Ter renda familiar per capita de até R$ 178 (no caso de famílias que tenham em sua composição gestantes, nutrizes, crianças e/ou adolescentes até 17 anos);
  • Estar inscrito no CadÚnico;
  • Estar com dados atualizados no CadÚnico há, pelo menos, dois anos.

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Eduarda Andrade
Maria Eduarda Andrade é mestra em ciências da linguagem pela Universidade Católica de Pernambuco, formada em Jornalismo na mesma instituição. Enquanto pesquisadora, atua na área de políticas públicas, economia criativa e linguística, com foco na Análise Crítica do Discurso. No mercado de trabalho, passou por veículo impresso, sendo repórter do Diario de Pernambuco, além de assessorar marcas nacionais como Devassa, Heineken, Algar Telecom e o Grupo Pão de Açúcar. Atualmente, dedica-se à redação do portal FDR, onde já acumula anos de experiência e pesquisas sobre economia popular e direitos sociais.