Governo afirma que inflação terá ritmo decrescente a partir de maio; como isso afeta o seu bolso?

O assessor de Assuntos Estratégicos do Ministério da Economia, Adolfo Sachsida, comentou em entrevista concedida ao programa Brasil em Pauta, da TV Brasil, algumas das previsões do governo para a economia para o restante de 2022. Segundo Sachsida, a inflação deve continuar num nível elevado em maio e começar a enfraquecer nos meses seguintes.

O assessor destacou que o atual quadro de elevação dos preços no Brasil está conectado com movimento semelhante em outros países. Os Estados Unidos, por exemplo, estão enfrentando a pior inflação dos últimos 40 anos, enquanto a Alemanha apresenta o pior índice de preços ao consumidor das últimas três décadas. A guerra na Ucrânia piorou severamente esse cenário e ainda deve continuar trazendo consequências para toda a economia global.

Sachsida também ressaltou que, apesar de a inflação de 2021 ter fechado em 10,06% (de acordo com o IPCA, medido pelo IBGE), bem acima do teto da meta para o ano, que era de 5,25%, o índice ficou abaixo do registrado em 2016. Além disso, 2021 também registrou um aumento considerável do PIB e da geração de empregos.

“O brasileiro hoje está conseguindo voltar a trabalhar. Nós estamos falando do maior desastre de saúde pública dos últimos 100 anos no mundo. Num ambiente desse, o desemprego no mundo inteiro aumentou. No Brasil, nós já retomamos a patamares pré-pandemia. Tudo isso por quê? Porque nós tomamos o conjunto correto de ações econômicas para preservar emprego”, comentou o assessor.

Adolfo Sachsida citou, entre as medidas adotadas pelo governo para preservação da economia no contexto da pandemia, o BEm, Benefício Emergencial de Manutenção do Emprego e da Renda. Ele também destacou que o Brasil, diferente de outros países, já parou de usar “benefícios artificiais” e que “a nossa economia já está caminhando sozinha”.

Tudo mais caro

A inflação de março de 2022, último período avaliado pelo IBGE, ficou em 1,62%, pior resultado para o mês desde 1994. Janeiro e fevereiro já haviam registrado índices bem altos: 0,54% e 1,01%, respectivamente. O instituto aponta que os itens que estão contribuindo mais para esse cenário são os combustíveis e os alimentos. As famílias de baixa renda estão sendo as mais afetadas, com aumento constante do custo da cesta básica.

Para conter a inflação, o Banco Central está promovendo alta da Selic, o que tende a desacelerar a economia, através da diminuição do consumo das famílias. As previsões para o Produto Interno Bruto brasileiro em 2022 não são muito animadoras, apesar de terem sido revistas para cima recentemente. O FMI (Fundo Monetário Internacional) prevê uma alta do nosso PIB de 0,8% neste ano.

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Amaury Nogueira
Amaury da Silva Nogueira é bacharelando em Letras/Edição pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Apaixonado pelo universo da escrita, atua há dois anos como redator e realiza pesquisas sobre história da edição no Brasil. Além disso, atualmente pesquisa também sobre direitos e benefícios sociais para agregar conhecimento na redação do portal de notícias FDR.