Bolsa de Valores: ações da Netflix (NFLX34) desabam; saiba o motivo

Nesta terça-feira (19), no aftermarket em Nova York, as ações da Netflix (NFLX34) caíram mais de 20%. A desvalorização aconteceu após a empresa divulgar os resultados do primeiro trimestre deste ano. Pela primeira vez em dez anos, a empresa registrou diminuição no número de assinantes.

Bolsa de Valores: ações da Netflix (NFLX34) desabam; saiba o motivo
Bolsa de Valores: ações da Netflix (NFLX34) desabam; saiba o motivo (Imagem: Montagem/FDR)

No primeiro trimestre, a Netflix perdeu 200 mil assinantes em relação aos três meses anteriores. A plataforma de streaming encerrou o último trimestre com 221,6 milhões de assinantes pagos. Este foi destaque negativo do balanço trimestral, que resultou em desvalorização das ações na bolsa de valores.

Anteriormente, a empresa tinha informado aos acionistas que esperava adicionar 2,5 milhões de assinantes nos três primeiros meses de 2022. Já o mercado previa um aumento de aproximadamente 2,7 milhões.

Segundo a companhia, a suspensão do serviço na Rússia e o fim de todas as assinaturas pagas no país causaram a perda de 700 mil assinantes. Tirando esse impacto, a plataforma teria inserido 500 mil assinantes seu serviço.

Apesar da redução no total de usuários, a plataforma de streaming tem elevado os gastos com conteúdo — focado nos originais. No entanto, para que os gastos sejam sustentados, a empresa aumentou os valores de seus serviços no mundo todo.

Netflix apresenta receita abaixo do esperado

Nos três primeiros meses deste ano, a Netflix teve um lucro por ação de US$3,53. Neste caso, o resultado ficou acima dos US$ 2,89 previstos por analistas, segundo dados levantados pela Refinitiv.

Por outro lado, a receita trimestral chegou a US$ 7,78 bilhões. O mercado previa que o valor fosse de US$ 7,93 bilhões.

Em release de resultados, a Netflix informou que o aumento da concorrência e o número alto de contas compartilhadas por um mesmo login são dificuldades para o crescimento de receita.

A empresa prevê que, além dos domicílios pagantes, o serviço tem sido compartilhado com mais de 100 milhões de famílias.

A Netflix alegou que, por um lado, vem trabalhando para reacelerar o aumento de receita. Isso por meio de melhorias no próprio serviço — e mais eficaz monetização do compartilhamento multifamiliar. Por outro lado, a companhia alega que manterá a própria margem operacional em aproximadamente 20%.

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Silvio Souza
Silvio Suehiro Souza é formado em Comunicação Social - Jornalismo pela Universidade de Mogi das Cruzes (UMC). Desde 2019 dedica-se à redação do portal FDR, onde tem acumulado experiência e vasto conhecimento na área ligada a economia, finanças e investimentos. Além disso, Silvio produz análises sobre produtos e serviços financeiros, sempre prezando pela imparcialidade e informações confiáveis.