Greve no INSS: saiba como reagendar sua perícia

Com o INSS em greve, beneficiários devem remarcar seus atendimentos. Na última semana, os servidores e peritos da previdência paralisaram suas atividades, em protesto contra as atuais condições de trabalho e salário ofertados pelo poder público. Para quem tinha algum procedimento marcado, é preciso buscar um novo horário. Confira.

Greve no INSS: saiba como reagendar sua perícia (Imagem: Marcos Rocha/ FDR)
Greve no INSS: saiba como reagendar sua perícia (Imagem: Marcos Rocha/ FDR)

Há meses, o INSS vem enfrentando dificuldades para garantir o funcionamento das suas unidades presenciais. As perícias estão sendo o serviço mais travado e com a adesão da greve dos servidores, foram todas suspensas.

Se você tinha um agendamento de perícia confirmado para os próximos dias, será preciso realizar a marcação. O procedimento pode ser feito pelo telefone 135 ou através do Meu INSS. No caso da greve, a seleção das novas datas é feita diretamente pelo sistema da previdência, selecionando o dia possível para a consulta.

A questão é que no reagendamento automático, há parte significa dos cidadãos que não podem comparecer. Nesse caso, basta fazer a marcação para uma nova avaliação no dia e horário de seu interesse.

Passo a passo para agendamento no Meu INSS

  • Acesse a Página ou app do Meu INSS;
  • Após o Login vá até a opção “Agende sua Perícia” no menu esquerdo;
  • Clique em “Agendar Novo”;
  • Acompanhe o pedido em “Resultado de requerimento/Benefício por incapacidade”;
  • Compareça na data marcada

Quem precisa fazer a perícia médica?

O procedimento é destinado para os cidadãos vinculados aos seguintes benefícios:

  • Benefício de Prestação Continuada (BPC), caso seja um beneficiário por deficiência;
  • Auxílio-doença;
  • Aposentadoria por incapacidade permanente;
  • Aposentadorias da pessoa com deficiência;
  • Auxílio-acidente.

Lista dos documentos exigidos na perícia

  • Documento de identificação oficial com foto;
  • Número do CPF;
  • Número de identificação do trabalhador (PIS/PASEP);
  • Carteira de trabalho ou carnês de contribuição, ou qualquer documento que comprove o pagamento do INSS (apenas quando a condição de segurado não estiver reconhecida no CNIS);
  • Atestado ou laudo médico que comprove a doença, o tratamento indicado, o período sugerido de afastamento do trabalho e a justificativa da incapacidade de trabalho. Nele ainda devem constar: identificação do paciente, CID (Classificação Internacional de Doenças), data, assinatura, carimbo e CRM do médico;
  • Exames médicos que comprovem a enfermidade do segurado;
  • Requerimento carimbado e assinado pela sua empresa, informando o último dia de trabalho (apenas para os trabalhadores celetistas).

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Eduarda Andrade
Maria Eduarda Andrade é mestra em ciências da linguagem pela Universidade Católica de Pernambuco, formada em Jornalismo na mesma instituição. Enquanto pesquisadora, atua na área de políticas públicas, economia criativa e linguística, com foco na Análise Crítica do Discurso. No mercado de trabalho, passou por veículo impresso, sendo repórter do Diario de Pernambuco, além de assessorar marcas nacionais como Devassa, Heineken, Algar Telecom e o Grupo Pão de Açúcar. Atualmente, dedica-se à redação do portal FDR, onde já acumula anos de experiência e pesquisas sobre economia popular e direitos sociais.