Valores esquecidos: cliente resgata R$ 1,65 milhão de consórcio

O acesso ao sistema Valores a Receber tem sido grande, desde que ele foi lançado pelo Banco Central. Na maioria dos casos, no entanto, as pessoas se deparam com baixíssimos valores esquecidos. Alguns poucos felizardos podem encontrar uma quantia grande, como a pessoa citada recentemente por um diretor do BC.

Maurício Moura, diretor de Relacionamento, Cidadania e Supervisão de Conduta do Banco Central, revelou que a maior quantia encontrada pelo sistema Valores a Receber foi de R$ 1,65 milhão, referente a cotas de um consórcio. A informação foi transmitida durante a participação do diretor no IV Fórum de Gestão Pública, realizado em 29 de março, em Curitiba (PR).

“Essa pessoa tinha esquecido ou não sabia que tinha R$ 1,65 milhão em nome dela no sistema financeiro e, graças ao sistema Valores a Receber, recuperou esse dinheiro. Era uma série de cotas de consórcio que havia acabado, a pessoa não foi lá para ver como os grupos tinham acabado e tinha esse valor considerável. Imagino que tenha ficado bastante feliz“, comentou Moura.

Nem o diretor, nem o Banco Central deram mais informações sobre a pessoa que conseguiu reaver o valor. Mas ela não foi a única a recuperar uma “bolada” pela ferramenta do BC. No total, 1.370 pessoas têm valores esquecidos maiores que R$ 100 mil. Outras 36.497 têm valores entre R$ 10 mil e R$ 100 mil e 366.836 pessoas têm valores entre R$ 1 mil e R$ 10 mil.

Por outro lado, a imensa maioria dos beneficiados têm quantias pequenas a receber. 13.843.481 brasileiros têm quantias inferiores a R$ 1 esquecidas no sistema financeiro. Outros 8.851.908 têm quantias entre R$ 1 e R$ 10 e 6.710.160 têm entre R$ 10 e R$ 100. Por fim, valores entre R$ 100 e R$ 1 mil foram esquecidos por 2.758.472 pessoas. Os dados são do Banco Central.

Novo calendário

Todos as quantias citadas acima são referentes à primeira fase dos resgates no sistema Valores a Receber. Uma segunda fase, com valores diferentes, será aberta a partir de 2 de maio. Nela, não será preciso agendar a consulta do valor e o pedido de saque.

A primeira fase, no entanto, ainda não acabou. O Banco Central elaborou um novo calendário para agendamento da consulta e pedido de saque, com datas de 28 de março a 16 de abril. Assim como o calendário anterior, o novo também funciona com base no ano de nascimento da pessoa ou ano de criação da empresa. Confira abaixo:

  • 28 de março: até 1947
  • 29 de março: de 1948 a 1954
  • 30 de março: de 1955 a 1959
  • 31 de março: de 1960 a 1963
  • 1º de abril: 1964 a 1967
  • 2 de abril: repescagem para todos os grupos acima
  • 4 de abril: de 1968 a 1971
  • 5 de abril: de 1972 a 1975
  • 6 de abril: de 1976 a 1979
  • 7 de abril: de 1980 a 1981
  • 8 de abril: de 1982 a 1983
  • 9 de abril: repescagem para grupos de 4 a 8 de abril
  • 11 de abril: 1984 a 1985
  • 12 de abril: de 1986 a 1988
  • 13 de abril: de 1989 a 1992
  • 14 de abril: de 1993 a 1997
  • 15 de abril: a partir de 1998
  • 16 de abril: repescagem para grupos de 11 a 15 de abril

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Amaury Nogueira
Amaury da Silva Nogueira é bacharelando em Letras/Edição pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Apaixonado pelo universo da escrita, atua há dois anos como redator e realiza pesquisas sobre história da edição no Brasil. Além disso, atualmente pesquisa também sobre direitos e benefícios sociais para agregar conhecimento na redação do portal de notícias FDR.