Fila do INSS tem queda em março; confira o que está sendo feito para redução

INSS cria estratégia para reduzir as filas de seu atendimento. Nos últimos dois anos, os aposentados e pensionistas estão enfrentando dificuldades para resolver questões com a previdência. São mais de 1,7 milhões de pessoa em espera, de modo que o órgão precisasse adotar medidas para reduzir o tempo para a concessão dos abonos. Confira.

Fila do INSS tem queda em março; confira o que está sendo feito para redução (Imagem: FDR)
Fila do INSS tem queda em março; confira o que está sendo feito para redução (Imagem: FDR)

No mês de março, o INSS conseguiu diminuir as filas de espera para a liberação de seus benefícios. O número de 1,7 milhão de segurados, caiu para 1,6 milhão, uma vez em que o atendimento presencial voltou a ser feito.

No entanto, para além do retorno as agencias, foram reformulados os serviços internos do órgão. De acordo com o presidente do INSS, José Carlos de Oliveira, implementou-se medidas que puderam possibilitar a queda de estoque.

Estamos conseguindo dar resposta não só aos pedidos que entram, como também a uma parte do estoque. É uma fila histórica de anos. Esse passivo é relativamente grande e temos consciência da necessidade de dar uma resposta célere para a sociedade — explicou Oliveira.

O gestor afirma que o INSS está no caminho certo para zerar as filas e assim otimizar o atendimento para com a população.

Estamos aqui para entregar um INSS melhor para a sociedade brasileira. Com esse objetivo trabalhamos de domingo a domingo — afirmou.

O que o INSS fez para reduzir as filas de espera?

  • Capacitação de servidores
  • Ampliação e melhoria do parque tecnológico, com a aquisição de cerca de 18 mil novos computadores destinados aos servidores em teletrabalho e renovação dos computadores e redes das unidades do INSS
  • Aprimoramento dos sistemas de trabalho para automação dos processos
  • Reabertura das agências do INSS para atendimento presencial agendado
  • Reorganização da estrutura hierárquica e funcional
  • Investimento na segurança do acesso aos sistemas corporativos, visando proteger os servidores e evitar fraudes
  • Acordos de cooperação técnica com empresas, associações, sindicatos e prefeituras, para ampliar o acesso aos serviços previdenciários e acelerar a análise
  • Parcerias com outros órgãos governamentais e entidades para cruzamento de dados e compartilhamento de informações
  • Educação previdenciária aos cidadãos por meio da Escola da Previdência
  • Simplificação e organização da legislação previdenciária (nova Instrução Normativa)
  • Aprimoramento dos canais de atendimento à população, seja por meio remoto, como o telefone 135 e o Meu INSS (site e aplicativo), seja presencialmente, nas agências do INSS e no PrevBarco
  • Pedido de contratação de novos servidores
  • Proposição de nova gratificação financeira para incentivar o incremento na análise dos processos em estoque.

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Eduarda Andrade
Maria Eduarda Andrade é mestra em ciências da linguagem pela Universidade Católica de Pernambuco, formada em Jornalismo na mesma instituição. Enquanto pesquisadora, atua na área de políticas públicas, economia criativa e linguística, com foco na Análise Crítica do Discurso. No mercado de trabalho, passou por veículo impresso, sendo repórter do Diario de Pernambuco, além de assessorar marcas nacionais como Devassa, Heineken, Algar Telecom e o Grupo Pão de Açúcar. Atualmente, dedica-se à redação do portal FDR, onde já acumula anos de experiência e pesquisas sobre economia popular e direitos sociais.