Páscoa 2022: oferta de ovos diminui nos supermercados e produtos estão até 83% mais caros

A Páscoa deste ano deve sair um pouco mais “salgada” para os brasileiros, quando comparada à de anos anteriores. A maioria dos produtos consumidos nessa época do ano sofreu alta, sobretudo devido a condições climáticas desfavoráveis.

O ovo de páscoa, por exemplo, está 15% mais caro em média, de acordo com a Associação Brasileira de Supermercados (Abras). Apesar disso, as vendas da tradicional guloseima devem apresentar um crescimento considerável em relação a 2021, de até 12%, o que reflete a recuperação da economia. Mesmo em relação a 2019, quando ocorreu a última Páscoa sem pandemia, as vendas de ovos também devem apresentar crescimento, de 5%.

Dados da Abras mostram que as vendas antecipadas do produto, entre janeiro e fevereiro, também cresceram bastante em relação aos últimos anos, o que aumenta a expectativa do comércio para as próximas semanas.

Os estabelecimentos estão adotando diversas estratégias para compensar o encarecimento dos ovos, como diminuir o peso do produto, substituir as tradicionais parreiras por gôndolas e “ilhas” das guloseimas em lugares estratégicos e lançar marcas próprias. O ovo de páscoa de marca própria do Carrefour, por exemplo, sai em média 30% mais barato que o das marcas tradicionais.

Até 83% de aumento

O preço alto dos ovos faz os consumidores optarem por barras e bombons de chocolate, que geralmente são mais baratos. O problema, no entanto, é que praticamente todos os doces ficaram mais caros, devido, especialmente, à inflação do açúcar e de seus derivados usados na indústria alimentícia (19,85% em 12 meses, de acordo com o IPCA).

Outros produtos consumidos pelos brasileiros durante a Páscoa também estão passando por inflação. O maior aumento anual foi registrado na cenoura, cujo preço já é 83% maior em algumas regiões. Outros vegetais também usados no almoço da Semana Santa tiveram aumento, como a batata-inglesa (23,49%) e o feijão-carioca (4,77%), de acordo com um estudo da PUC-PR.

Até mesmo o bacalhau, que não pode faltar na mesa de muitos brasileiros nessa época, ficou mais caro: 6,26% na comparação anual.

A principal explicação para essas elevações nos preços são as condições climáticas desfavoráveis. Enquanto em algumas regiões houve chuva em excesso, noutras a estiagem foi prolongada. No caso do açúcar, por exemplo, é preciso considerar a concorrência que o produto sofre com o etanol, também fabricado a partir da cana.

É difícil fugir desse cenário de inflação, mas adaptar os pratos e os hábitos alimentares da Páscoa pode ajudar os consumidores brasileiros. É possível trocar ingredientes que estão mais caros por aqueles que tiveram menos alta ou ficaram até mais baratos, como o arroz (-17,92%).

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Amaury Nogueira
Amaury da Silva Nogueira é bacharelando em Letras/Edição pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Apaixonado pelo universo da escrita, atua há dois anos como redator e realiza pesquisas sobre história da edição no Brasil. Além disso, atualmente pesquisa também sobre direitos e benefícios sociais para agregar conhecimento na redação do portal de notícias FDR.