Para o mercado, apenas Selic a 13,5% é capaz de segurar a inflação; entenda

A projeção do Banco Central para a Selic se cumpriu e a taxa subiu em um ponto percentual. Este aumentou colocou em evidência a inflação persistente, mas em uma magnitude menor, de acordo com Gustavo Bertotti, economista-chefe da Messem Investimentos.

De acordo com ele, no último reajuste, aconteceu uma diminuição no ritmo de alta dos juros básicos. 

Nesta quarta, 16, a Taxa Selic foi elevada de 10,75% para 11,75% ao ano, contabilizando o nono aumento seguido desde março de 2021. Na visão de Gustavo, esta piora significativa dos balanços de riscos para a inflação pode se refletir nos novos rumos da política monetária.

O economista ressaltou que o IPCA do último mês teve a maior alta para fevereiro em sete anos, de 1,01%, acumulando 10,54% na base anual.

O comunicado do Copom sinaliza que a situação atual, com a Selic em 12,75% ao final do ciclo, traria a a convergência da inflação para a meta.

Porém, Gustavo destaca que o mercado já vem precificando uma taxa Selic mais alta no fim do ciclo do aperto, com projeções girando em torno de 13,50%.

Ele relembra que, na ata da última reunião do Copom, os membros haviam demonstrado que iriam diminuir o ritmo de alta da taxa Selic pois os aumentos mais recentes ainda estavam sendo percebidas pelo mercado. 

Porém, o conflito entre a Rússia e Ucrânia começou a se refletir na inflação do Brasil, através do aumento recente no preço dos combustíveis.

“Considerando o agravamento do cenário inflacionário global, com impulso do aumento dos preços dos combustíveis e a guerra na Ucrânia, os próximos meses serão desafiadores para economia brasileira, podendo refletir em uma nova disparada do IPCA e novos rumos em relação a deter condução da política monetária”, disse Gustavo ao MoneyTimes.

Para este ano, a meta de inflação que deverá ser perseguida pelo Banco Central, definida pelo Conselho Monetário Nacional, é de 3,5%, com um intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos. Sendo assim, o limite é tolerado fica entre  2% e 5%.

Segundo a visão dos analistas de mercado, o teto da meta será novamente estourado este ano.

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Paulo Amorim
Paulo Henrique Oliveira é formado em Jornalismo pela Universidade Mogi das Cruzes e em Rádio e TV pela Universidade Bandeirante de São Paulo. Atua como redator do portal FDR, onde já cumula vasta experiência e pesquisas, produzindo matérias sobre economia, finanças e investimentos.