3 lições para mulheres que querem melhorar sua relação com o dinheiro

Existem mais mulheres endividadas do que homens no Brasil. Por outro lado, elas são minoria quando o assunto é o mundo dos investimentos. Como as mulheres podem melhorar sua relação com o dinheiro? Leia até o final para descobrir 3 lições para as mulheres.

Segundo a Pesquisa de Endividamento 2021 realizada pelo Serasa, dentre os entrevistados 51% dos endividados eram mulheres. E elas se mostraram mais impactadas emocionalmente por conta do endividamento e menos otimistas sobre quitar as próprias dívidas.

Suze Orman, em seu livro As mulheres e o dinheiro, fala que para construir um relacionamento saudável com o dinheiro, as mulheres precisam deixar de lado, para sempre, algumas atitudes que estão muito associadas à nossa história: o ônus da vergonha e a tendência de jogar a culpa em alguém.

As mulheres costumam não se sentir seguras quanto ao seu conhecimento sobre como funciona o dinheiro e por isso se escondem por trás da vergonha de se sentir assim, delegando a outros as decisões da sua vida financeira ou ficando presas a uma estagnação.

Desculpas como falta de tempo, excesso de ocupação com família e trabalho e uma certa crença de que tudo relacionado a dinheiro é muito difícil acabam impedindo que mais mulheres estejam vivendo uma vida financeira saudável e tranquila.

E mesmo as mulheres que vivem bem com seus maridos e possuem uma situação financeira estável, não precisam se omitir de participar das decisões financeiras da família.

Durante todos esses anos trabalhando como educadora financeira, não são raros os relatos que ouço de maridos que gostariam de contar com a participação mais ativa de suas esposas.

Eu tive uma aluna que nunca conversava sobre dinheiro com seu esposo. Ela sempre se sentiu muito confiante e segura quanto à condução financeira do seu lar e, portanto, nunca se interessou em saber sobre os saldos em conta corrente, contas a serem pagas, muito menos sobre os investimentos.

No entanto, um dia, quando já eram idosos, seu marido veio a adoecer gravemente e, de uma hora para outra, toda a administração financeira passou a ser sua responsabilidade.

Ela se via perdida e angustiada com as novas atribuições e me procurou pedindo ajuda para aprender a organizar suas finanças. Ela venceu a vergonha e decidiu vencer todo o bloqueio que existia em sua mente de que não era capaz de lidar bem com as finanças, mesmo na sua velhice.

O que podemos aprender com essa história?

Administração financeira não é assunto de homem.

É assunto de gente. Gente adulta e madura. Mesmo que você não trabalhe e não possa contribuir com a renda do seu lar, você pode contribuir com a tomada de decisão, aconselhar e ajudar a pensar de forma estratégica.

Busque se inteirar da situação financeira atual da sua família e assuma uma postura colaborativa, sem ficar criticando e reclamando de tudo. Seja uma pessoa que traz alívio e não aquela que coloca mais peso.

Você não está velha demais para aprender.

Ninguém nasceu sabendo cuidar de dinheiro. Quem hoje sabe precisou passar pelo processo de aprendizado. Achar que você já está velha demais para aprender ou para começar a investir só vai te impedir de progredir financeiramente e conquistar seus sonhos.

Não importa a idade, você pode aprender a quitar suas dívidas, a gastar melhor, a investir.

A vergonha e a vitimização estão destruindo o seu bolso

A vergonha, muitas vezes, não passa de um orgulho barato. O seu desejo por preservar a sua imagem e o hábito de jogar a responsabilidade das suas mazelas financeiras em terceiros só colaboram para te afundar ainda mais numa lama financeira.

O que é mais importante para você: aparentar estar bem, mas ser atormentada por uma angústia constante quando as contas chegam ou ser, de fato, uma pessoa que está aprendendo o caminho para viver em paz com o dinheiro?

Se você não sabe por onde começar, peça ajuda e busque aprender com quem sabe! Abandone a vergonhe e assuma a responsabilidade pela mudança que você que ver na sua vida financeira.

 

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Karem Ochsendorf
Formada em Engenharia Elétrica com ênfase em Telecomunicações, e graduanda em Filosofia. Atualmente, pesquisa e trabalha como Educadora Financeira com mais de 10 anos de experiência no mercado. No FDR, possui sua própria coluna com dicas e orientações sobre como lidar com as finanças de maneira positiva.