Restaurante Madero tem dívida de mais de R$ 700 milhões

Restaurante Madero tem uma dívida de mais de R$ 700 milhões. A crise preocupa a empresa que não consegue solucionar o problema.

O grupo Madero tem atravessado anos de prejuízo e dívidas elevadas que giram em torno dos R$ 2 bilhões. De prejuízo operacional, o acumulado é de R$ 370 milhões nos últimos dois anos. A empresa tem pressa para quitar R$ 706 milhões em dívidas que vencem ainda neste ano.

Tentativa de conseguir recursos não é bem aceita pelo mercado

Na tentativa de conseguir recursos para financiar as dívidas de curto prazo, o Madero está emitindo debêntures. Outra estratégia da empresa além de aplicar os valores na operação é tentar aumentar os prazos de pagamento aos credores em até cinco anos.

Apesar das medidas pensadas pelo grupo Madero, o mercado não parece disposto a contribuir para o reerguer da empresa em crise. Com os debêntures, a companhia pretende levantar R$ 500 milhões com a venda de CRAs, os Certificados de Recebíveis do Agronegócio, título de renda fixa lastreada no agronegócio.

 Entretanto, os CRAs são tidos como investimentos de risco por não ter cobertura do FGC, o Fundo Garantidor de Crédito, do Banco Central, que funciona como um seguro que devolve até R$ 250 mil ao investidor caso haja insolvência.

O CRAs gera dúvidas quanto a como o capital será empregado, já que não possui destino definido por regulamento. Como consequência, os escritórios de agentes autônomos se mostram resistentes a proposta e optaram por não entrar no processo arriscado.

Uma sequência de decisões ruins

Hoje, o grupo Madero tem como sócio-controlador da companhia o fundador Luiz Renato Durski Júnior, com 58% das ações, que deve reavaliar o plano de negócios da companhia juntamente com o fundo americano Carlyle, o qual possui 34% das ações.

Apesar da crise, o Madero investiu em 2021 R$ 332 milhões em tecnologias para os restaurantes e na abertura de novos pontos. Atualmente são 258 endereços no país, não tendo fechado nenhuma unidade no último ano.

Em 2019, a receita por loja esteve 15% abaixo, são anos de prejuízos e decisões errôneas tomadas na sequência. Os sócios precisam adiar as expansões, fechar lojas onerosas e modificar a operação de modo que se torne rentável. Decisões que necessitam de uma boa gestão para que a empresa enfrente a crise sem perder sua qualidade e público fiel.

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Hannah Aragão
Hannah Aragão é graduanda em jornalismo pela Universidade Federal de Pernambuco, a UFPE. Atuou em diversas áreas da comunicação, passando por assessoria, endo marketing, comunicação estratégica e jornalismo impresso. Atualmente, se dedica ao jornalismo online na produção de matérias para o portal FDR.