Eleições 2022: Ciro diz que irá tributar heranças progressivamente; entenda

Novas promessas para as eleições de 2022. Nessa quarta-feira (23), durante participação na CEO Conference, o pré-candidato à presidência da república, Ciro Gomes (PDT) afirmou que se for eleito passará a taxar grandes fortunas. De acordo com ele, seu governo almeja passar um pente fino no sistema tributário nacional. Entenda.

Novamente tentando o cargo de presidente da república, Ciro Gomes explicou detalhes sobre como planeja implementar uma reforma tributarista no país. De acordo com ele, será preciso tributar as heranças de forma progressiva, evitando a desigualdade da taxação entre as diferentes classes sociais.

“É preciso propor um novo pacto entre governadores e prefeitos. Vou propor que os governadores venham fazer uma grande mediação junto com os prefeitos porque isso me protege do toma-lá-dá-cá dos gabinetes corruptos de Brasília”, afirmou.

O político alegou que “as reformas do País também precisam ir a plebiscito popular”, porém não mencionou quais outras pastas federais deseja reavaliar. No entanto, garantiu que proporcionará uma gestão de mudanças implementado “somente ao redor das reformas que o Brasil precisa”.

Histórico de Ciro nas eleições

Apesar do otimismo, atualmente Ciro não ganha destaque nas pesquisas eleitorais. Se a votação ocorresse hoje, o petista Lula ganharia em primeiro turno. O candidato ao PDT, por sua vez, está em terceiro lugar, ficando atrás de Jair Bolsonaro.

“Eu sou brasileiro e não desisto nunca. Essa seria a frase mais rápida para me livrar dessa indigência eleitoral. Agora é a minha vez. E não estou delirando”, afirmou.

“A naturalidade dessa eleição não é o que parece ser hoje, do antibolsonarismo. A situação socioeconômica do país vai exigir um debate sério. O povo vai pedir uma compreensão estratégica e vai identificar, e desculpa a falta de modéstia, que a única pessoa que tem um livro escrito propondo um diagnóstico da economia brasileira, que tem coragem de desagradar as esferas brasileiras, como o setor financeiro, sou eu”, emendou

“Quando a gente faz uma conta, como a conta brasileira, temos que ir na receita e na despesa, e na despesa brasileira temos um valor de renúncia fiscal que deve ser feito com correspondência. Acho fácil 20% de corte”, concluiu.

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Eduarda Andrade
Maria Eduarda Andrade é mestra em ciências da linguagem pela Universidade Católica de Pernambuco, formada em Jornalismo na mesma instituição. Enquanto pesquisadora, atua na área de políticas públicas, economia criativa e linguística, com foco na Análise Crítica do Discurso. No mercado de trabalho, passou por veículo impresso, sendo repórter do Diario de Pernambuco, além de assessorar marcas nacionais como Devassa, Heineken, Algar Telecom e o Grupo Pão de Açúcar. Atualmente, dedica-se à redação do portal FDR, onde já acumula anos de experiência e pesquisas sobre economia popular e direitos sociais.