Fintechs e neobanks caem cada vez mais no gosto dos brasileiros, mostra pesquisa

As instituições bancárias no Brasil ainda possuem a confiança de 86% dos clientes do país, em um cenário cada vez mais competitivo. Segundo o levantamento NextWave Global Consumer Banking, da Ernst & Young, os neobancos e fintechs estão ganhando mais espaço em um terreno que antes era dominado pelos bancos tradicionais.

Chen Wei Chi, sócio de transformação digital e inovação para serviços financeiros da Ernst & Young para a América do Sul, disse que esta movimentação encerrou a dependência de somente um fornecedor de serviços financeiros que suprissem a necessidade dos consumidores.

“A tecnologia e a digitalização criaram oportunidades para o surgimento de novos players em todos os setores da economia. No mercado financeiro, isso permitiu que os novos entrantes surgissem com uma gama variada e inovadora de produtos e serviços cada vez mais atrativos, o que chamou a atenção da clientela, principalmente entre os mais jovens”, disse Wei Chi ao R7.

Em meio a este novo momento, Wei diz ainda que as instituições tradicionais devem se agilizar pra conseguir manter tudo que foi conquistado. No segmento dos neobancos, 20% dos clientes têm idades entre 25 e 34 anos, seguidos da faixa etária entre 45 e 54 anos (19%). Já entre os clientes com  65 anos ou mais a representatividade é de apenas 11%.

Personalização

Segundo a pesquisa, um dos tópicos que os clientes sentem falta é da integração, o que pode explicar a preferência dos usuários por apps que incluam serviços que entendam grande parte das necessidades bancárias. 

Ja no âmbito da personalização, 62% dos clientes mostraram a preferência por serviços que garantam sua privacidade, em especial os integrantes da Geração Z (81%), contra 47% dos clientes com mais de 65 anos.

“Nesse cenário, os bancos tradicionais deverão direcionar mais esforços para fortalecer seu grau de conhecimento sobre os clientes, suas preferências e necessidades, para que consigam atendê-los da maneira mais completa e eficiente possível, mantendo assim o relacionamento com a base já existente e atraindo as novas gerações”, disse Chen.

A pesquisa foi feita com base em informações coletadas de 12 mil clientes espalhados por 14 países de mercados emergentes e desenvolvidos, tais como Estados Unidos, Alemanha e Inglaterra.

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Paulo Amorim
Paulo Henrique Oliveira é formado em Jornalismo pela Universidade Mogi das Cruzes e em Rádio e TV pela Universidade Bandeirante de São Paulo. Atua como redator do portal FDR, onde já cumula vasta experiência e pesquisas, produzindo matérias sobre economia, finanças e investimentos.