Quanto custou a obra do metrô que desmoronou em SP?

Reforma no metrô de São Paulo gera prejuízo bilionário para o governo estadual. Nessa semana, a região do Piqueri vivenciou um grande acidente durante a construção da Linha 6-Laranja. A iniciativa faz parte de uma parceria público-privada e já revela problemas há cerca de 5 anos. Acompanhe.

O governo de São Paulo deu início ao projeto de construção da Linha das Universidades. Trata-se da construção de uma nova linha de metro que tem como objetivo conectar o centro da cidade até a Brasilândia, em sua Zona Norte.

Detalhes sobre o acidente no metrô de São Paulo

De acordo com informações do portal R7, a reforça gerou um gasto de R$ 15 bilhões. Seu contrato foi assinado com a empresa espanhol Acciona, ainda em outubro de 2020, e a entrega do projeto deveria acontecer em 2025.

No entanto, uma escavação realizada nos últimos dias gerou um desmoronamento, afetando o andamento da obra. Até o momento não se sabe o novo prazo e valor de investimento que será aplicado para a recuperação do espaço.

Funcionamento da linha 6

A nova linha deverá ter 15 km de extensão e 15 estações, passando pelas principais faculdades de São Paulo, como Unip, PUC, Mackenzie, FMU e Faap. O governo anunciou que ela deve atender a um fluxo previsto de mais de 600 mil pessoas por dia.

Trata-se do maior projeto de infraestrutura da América Latina, que desde seu início não vem apresentando bons resultados. A construção começou a ser feita em 2015, mas precisou ser paralisada em 2016 sem previsão de retorno.

Na época, a empresa responsável alegou que não conseguiu um empréstimo com o BNDES (Banco de Desenvolvimento Econômico e Social), para custear o projeto. Na sequência, o governo de SP fechou parceria com Acciona, retomando as atividades.

De acordo com o o capitão André Elias, porta-voz do Corpo de Bombeiros, o desmoronamento aconteceu durante uma escavação feita pelo maquinário conhecido como tatuzão, que atingiu algum meio de transporte de fluido.

Até o momento não foram liberadas novas informações a respeito para que a população local entenda a resolução do caso.

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Eduarda Andrade
Maria Eduarda Andrade é mestra em ciências da linguagem pela Universidade Católica de Pernambuco, formada em Jornalismo na mesma instituição. Enquanto pesquisadora, atua na área de políticas públicas, economia criativa e linguística, com foco na Análise Crítica do Discurso. No mercado de trabalho, passou por veículo impresso, sendo repórter do Diario de Pernambuco, além de assessorar marcas nacionais como Devassa, Heineken, Algar Telecom e o Grupo Pão de Açúcar. Atualmente, dedica-se à redação do portal FDR, onde já acumula anos de experiência e pesquisas sobre economia popular e direitos sociais.