Pandemia acelera desigualdades sociais: número de bilionários e pessoas na miséria aumentam; confira

Os efeitos da pandemia da Covid-19 foram vários, seja no setor de saúde, economia ou financeiro. Um fato notável foi o aceleramento das desigualdades sociais provocado pela crise sanitária diante do aumento do número de bilionários em contrapartida à miséria.

De acordo com os dados do relatório “A Desigualdade Mata”, divulgado pela Oxfam, organização não-governamental internacional em prol do combate à pobreza, desigualdades sociais e injustiça social, ativa em mais de 90 países. No estudo foi possível notar que entre o biênio de 2020 e 2021, os dois primeiros anos da pandemia reuniram as maiores fortunas do mundo. 

Foi apurado um montante superior a US$ 1,5 trilhão, quantia equivalente a US$ 15 mil por segundo ou US$ 1,3 bilhão por dia. A quantia é reflexo do surgimento de um bilionário a cada 26 horas. Mas na outra ponta deste cenário, o quadro de extrema pobreza, beirando a miséria evidencia as desigualdades sociais provocadas pela pandemia. 

O relatório da Oxfam também mostra que a renda a queda na renda da humanidade em 99%, enquanto 160 milhões de trabalhadores foram jogados na situação de extrema pobreza. Do total de bilionários no Brasil, 55 acumulam uma riqueza total de US$ 176 bilhões. 

Desde meados de março de 2020, época em que a pandemia da Covid-19 teve início no Brasil, o país ganhou dez novos bilionários. Conforme explicação apresentada no relatório, o aumento da riqueza dos bilionários no Brasil durante a pandemia foi de 30% perante a soma de US$ 39,6 bilhões. 

Na oportunidade, a ONG alegou que, “os 20 maiores bilionários do país têm mais riqueza (US$ 121 bilhões) do que 128 milhões de brasileiros (60% da população)”. 

De acordo com o documento, na hipótese de incidência de um imposto correspondente a 99% dos ganhos adquiridos pelos dez maiores bilionários do mundo, seria possível adquirir vacinas o bastante para toda a população do mundo. 

Mas as possibilidades não se limitam à imunização, pois também seria possível oferecer saúde pública universal e proteção social, investir em ações de adaptação climática e reduzir a violência de gênero em mais de 80 países.

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Laura Alvarenga
Laura Alvarenga é graduada em Jornalismo pelo Centro Universitário do Triângulo em Uberlândia - MG. Iniciou a carreira na área de assessoria de comunicação, passou alguns anos trabalhando em pequenos jornais impressos locais e agora se empenha na carreira do jornalismo online através do portal FDR, onde pesquisa e produz conteúdo sobre economia, direitos sociais e finanças.