Países ricos dão ‘goleada’ quando o assunto é assistência social; confira a posição do Brasil

Novo coronavírus amplia indicativos de pobreza ao redor do mundo. Um relatório desenvolvido pela Organização das Nações Unidas (ONU) relevou que a pandemia aumentou ainda mais a lacuna entre países mais ricos e os menos favorecidos. Com relação ao fornecimento de assistência social, a desigualdade é ainda mais alarmante. Entenda.

Há quase dois anos o mundo vivencia os impactos do novo coronavírus. Além de gerar uma crise sanitária que matou milhares de pessoas, a doença afetou diretamente a economia dos países, ampliando os indicativos de desigualdade social, pobreza e fome.

De acordo com um levantamento realizado pelo Programa da ONU para o Desenvolvimento, Pnud, a diferença entre os países mais pobres e mais ricos cresceu consideravelmente. Cada vez mais a desigualdade é escancarada.

O documento afirma que 41 países, incluindo o Brasil, foram analisados para entender os impactos da covid-19. De acordo com o estudo, foi possível identificar “choque econômico sem precedentes”.

Países mais ricos investem em assistência social

O relatório apresenta ainda os indicativos de investimento nas políticas públicas sociais. As nações mais ricas aplicaram 212 mais recursos nas ações de assistência aos vulneráveis, em comparação com os países menos desenvolvidos.

Com isso, 12 milhões de pessoas que residem em regiões mais carentes caíram nas margens da linha da pobreza. Esse grupo sobrevive com menos que US$ 1,90 por dia. Já nos locais com benefícios financiados pelo governo, a população conseguiu se manter com ao menos US$ 5,50 por dia.

Cerca de 42 milhões de pessoas estão na extrema pobreza e demais 31 milhões não passaram para a pobreza desde março de 2020. 

De acordo com o chefe do Programa da ONU para o Desenvolvimento, Achim Steiner “a pandemia de Covid-19 gerou um número sem precedentes de medidas de proteção social inovadoras”.

Ele lembra ainda que “com os países ricos gastando até 212 vezes per capita a mais em proteção social do que os vizinhos mais pobres, o desafio é expandir o espaço fiscal para permitir que todos os países implementem medidas que evitem que mais pessoas caiam na pobreza”.

Situação social no Brasil

Os dados do Pnud afirmam que com a concessão do auxílio emergencial, foi possível minimizar os indicativos de pobreza e extrema pobreza ao longo dos últimos meses. No entanto, para 2022 a previsão é de que os números aumentem devido ao fim do programa.

O relatório afirma que entre 117 milhões e 168 milhões de pessoas ficaram ainda mais pobres na pandemia.

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Eduarda Andrade
Maria Eduarda Andrade é mestranda em ciências da linguagem na Universidade Católica de Pernambuco, formada em Jornalismo pela mesma instituição. Enquanto pesquisadora, atua na área de políticas públicas, economia criativa e linguística, com foco na Análise Crítica do Discurso. No mercado de trabalho, passou por veículo impresso, sendo repórter do Diario de Pernambuco, além de assessorar marcas nacionais como Devassa, Heineken, Algar Telecom e o Grupo Pão de Açúcar. Atualmente, dedica-se à redação do portal FDR, onde já acumula anos de experiência e pesquisas sobre economia popular e direitos sociais.