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Compras do exterior serão taxadas no DF; confira o que muda para o consumidor

Por Amaury Nogueira
20 de janeiro de 2022
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AliExpress faz anuncio importante para consumidores brasileiros

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Desde 9 de dezembro, consumidores do Distrito Federal que encomendarem compras do exterior pagarão 18% de ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços). A medida visa diminuir a evasão fiscal sobre bens importados que cheguem ao país de avião.

Anteriormente, a alíquota variava entre 12% e 35%, sendo cobrada de acordo com o tipo de mercadoria. Isso dificultava a cobrança do imposto e gerava evasão fiscal. Em muitos casos, por exemplo, as encomendas não passavam por auditoria ou fiscalização, pois a averiguação era individual, sobre cada bem importado.

Agora, todas as compras do exterior vindas de avião pagam a mesma alíquota de 18%. O governo distrital, inclusive, fechou parceria com empresas de entrega, como os Correios, para otimizar a cobrança do ICMS sobre as encomendas importadas.

“Com a alíquota única, a cobrança do ICMS será facilitada, gerando justiça fiscal entre consumidores e empresas que optam por tal modalidade, encerrando cenários em que alguns pagam e outros, não”, comunicou a Secretaria de Economia do DF.

Sobre o valor escolhido para a alíquota, a secretaria informou que a decisão foi baseada na taxa média de ICMS que era aplicada sobre as compras do exterior: “verificou-se que 94,2% dos produtos importados se encaixam nas alíquotas de 17% e 18%”.

Com isso, espera-que o consumidor não seja penalizado com aumento no preço pago por suas encomendas. E além de benéfica para os cofres públicos, a medida também deve favorecer os comerciantes locais, que reclamavam de concorrência desleal.

Batalha por ICMS sobre comércio eletrônico

Desde o ano passado, vem sendo travada uma disputa entre os estados e a Justiça pela cobrança do Difal (Diferencial de Alíquota) do ICMS sobre produtos comercializados entre estados, via comércio eletrônico. Através desse recurso, produtos vendidos entre estados pagam o ICMS no estado de origem e o Difal no estado final, caso o ICMS nesse último seja maior.

Mas no início de 2021 o STF decidiu que essa cobrança era inconstitucional, garantindo, no entanto, que ela ainda fosse feita até o fim do ano, para não prejudicar os cofres dos estados.

Em dezembro, a mesma corte decidiu que uma lei federal complementar deveria ser sancionada antes do fim do ano para garantir que o Difal sobre comércio eletrônico continuasse a ser cobrado em 2022.

O presidente Jair Bolsonaro só foi sancionar a lei complementar sobre o tema em 5 de janeiro, o que gerou nova batalha judicial. Os estados argumentam que não há criação de novo imposto ou aumento de alíquota que justifique o adiamento da cobrança para 2023.

A perda do Difal sobre o comércio eletrônico prejudica especialmente os estados mais pobres. O Distrito Federal arrecadou R$ 700 milhões no ano passado por esse meio.

Amaury Nogueira

Amaury Nogueira

Amaury da Silva Nogueira é bacharelando em Letras/Edição pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Apaixonado pelo universo da escrita, atua há dois anos como redator e realiza pesquisas sobre história da edição no Brasil. Além disso, atualmente pesquisa também sobre direitos e benefícios sociais para agregar conhecimento na redação do portal de notícias FDR.

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