Efeito manada no mercado financeiro: Como não seguir os outros e “cair do penhasco”?

No ano novo, os fatores fiscais e a volatilidade dos ativos devem permanecer pautando os acontecimentos, em especial, com a inflação e juros altos e uma nova eleição presidencial polarizada. Porém as recomendações de sempre como paciência, planejamento e diversificação da carteira permanecem válidas para não ter prejuízo em um cenário complicado. É preciso ter cuidado com o efeito manada. 

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Está é uma dica de Sigrid Guimarães, CEO da Alocc Gestão Patrimonial. “Em um ano eleitoral, o mais importante é não deixar o otimismo ou pessimismo do efeito manada corroer os investimentos”, destaca, relembrando que no começo deste ano,  a taxa de juros estava em 2%, fazendo com que diversos investidores aumentassem a exposição ao mercado acionário.

Já no cenário atual, com a taxa de juros a 9,25%, a renda fixa novamente chama a atenção.

Com a expectativa de que a Selic atinja os dois dígitos em 2022, oportunidades em renda fixa voltam a ficar interessantes.

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O site E-investidor procurou diversos especialistas para trazer dicas de investimentos para o ano novo. De acordo com a CEO da Me Poupe, Nathalia Arcuri, algumas opções de Tesouro IPCA e Prefixado estão com rendimentos acima da poupança e podem ser boas opções.

Renda fixa volta a chamar atenção dos investidores 

Em 2021, os ativos de renda fixa voltaram a chamar a atenção dos investidores. Os ativos perderam o estigma da baixa rentabilidade e voltaram a entregar resultados mais satisfatórios.

Considerado o acumulado do ano, até a última sexta, 17, os depósitos líquidos (descontados os saques) em fundos de renda fixa já tinham passado  o patamar de R$ 301 bilhões, em valores nominais.

Este resultado é um recorde. A renda fixa nunca captou tanto dinheiro, levando em conta a série histórica da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima), iniciada no ano de 2002.

Metade das captações do acumulado deste ano, isto é, R$149,6 bilhões foram destinados a fundos de renda fixa simples, que obtiveram retornos acumulados de 3,32% durante deste ano, considerando a rentabilidade até o último dia 17. Neste mesmo período o CDI rendeu 4,06%.

Geralmente, estes fundos investem pelo menos 95% do patrimônio líquido em títulos públicos, operações compromissadas com lastro em títulos públicos ou papéis de crédito privado com risco correspondente ao soberano. Investimentos no exterior ou concentração em crédito privado são proibidos.

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Paulo Amorim
Paulo Henrique Oliveira é formado em Jornalismo pela Universidade Mogi das Cruzes e em Rádio e TV pela Universidade Bandeirante de São Paulo. Atua como redator do portal FDR, onde já cumula vasta experiência e pesquisas, produzindo matérias sobre economia, finanças e investimentos.