Auxílio Brasil de R$ 600? Rejeição de Bolsonaro pode influenciar no aumento do benefício

Popularidade do governo federal declina e isso deve refletir nos benefícios sociais. Neste final de semana, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva esteve reunido com demais políticos aumentando as especulações sobre sua candidatura nas eleições de 2022. Como alternativa, espera-se que Bolsonaro e sua equipe aumente o valor do Auxílio Brasil.

Auxílio Brasil de R$ 600? Rejeição de Bolsonaro pode influenciar no aumento do benefício (Imagem: FDR)
Auxílio Brasil de R$ 600? Rejeição de Bolsonaro pode influenciar no aumento do benefício (Imagem: FDR)

O Auxílio Brasil já está em funcionamento, mas isso não significa que ele não deva passar por edições. Diante das possibilidades de uma concorrência com Lula, o atual presidente Jair Bolsonaro vem sendo pressionado pelos políticos do centro para reforçar sua agenda social.

Mudanças no Auxílio Brasil

Atualmente, o governo federal vem concedendo a segunda mensalidade do projeto. Seu primeiro valor, liberado em novembro, foi de R$ 217. Já durante este mês de dezembro houve um reajuste para R$ 400, podendo alguns cidadãos receberem até R$ 1 mil a depender dos abonos extras.

No entanto, ainda com tais mudanças, o centrão passou a defender um novo aumento para R$ 600. Trata-se do maior valor concedido no Brasil por meio de um benefício, se igualando as mensalidades iniciais do auxílio emergencial.

A proposta ainda se encontra em análise e, se aprovada, deve ser implementada apenas a partir de fevereiro de 2022. Até lá, Bolsonaro vem entendendo como funcionará sua estratégia de tentativa para a reeleição.

Quem tem direito ao Auxílio Brasil?

  • Famílias em condição de extrema pobreza (renda mensal de até R$ 89 por pessoa, segundo o padrão atual do governo)
  • Famílias em condição de pobreza (renda mensal entre R$ 89 e R$ 178 por pessoa, segundo o padrão atual do governo) com gestantes ou pessoas com idade até 21 anos

Lista dos benefícios do Auxílio Brasil

  • Benefício Primeira Infância: pago às famílias com crianças entre zero e 36 meses incompletos;
  • Benefício Composição Familiar: pago às famílias com jovens até 21 anos;
  • Benefício de Superação da Extrema Pobreza: complemento financeiro para as famílias que recebem benefícios, mas que mesmo assim, a renda familiar per capita não supera a linha de pobreza extrema;
  • Bolsa de Iniciação Científica Junior: 12 parcelas mensais pagas a estudantes beneficiários do Auxílio Brasil com bom desempenho em competições acadêmicas e científicas;
  • Auxílio Criança Cidadã: benefício pago aos chefes de família que consigam emprego e não encontrem vagas em creches para deixar os filhos de 0 a 48 meses;
  • Auxílio Inclusão Produtiva Rural: pago por até 36 meses aos agricultores familiares inscritos no CadÚnico;
  • Auxílio Inclusão Produtiva Urbana: para beneficiários do Auxílio Brasil que comprovem que têm emprego com carteira assinada;
  • Benefício Compensatório de Transição: pago aos atuais beneficiários do Bolsa Família que perderem parte do valor recebido por conta das mudanças trazidas pelo novo programa;
  • Auxílio Esporte Escolar: destinado a estudantes entre 12 e 17 anos que sejam membros de famílias beneficiárias e que se destacarem nos Jogos Escolares Brasileiros.

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Eduarda Andrade
Maria Eduarda Andrade é mestranda em ciências da linguagem na Universidade Católica de Pernambuco, formada em Jornalismo pela mesma instituição. Enquanto pesquisadora, atua na área de políticas públicas, economia criativa e linguística, com foco na Análise Crítica do Discurso. No mercado de trabalho, passou por veículo impresso, sendo repórter do Diario de Pernambuco, além de assessorar marcas nacionais como Devassa, Heineken, Algar Telecom e o Grupo Pão de Açúcar. Atualmente, dedica-se à redação do portal FDR, onde já acumula anos de experiência e pesquisas sobre economia popular e direitos sociais.