Quais são as vantagens e desvantagens de se tornar um sócio do Nubank?

O Nubank anunciou recentemente seu IPO e que disponibilizará BDRs na Bolsa de Valores Brasileira. Além de levantar capital, um dos objetivos da fintech é transformar milhões dos clientes possui em sócios sem que eles tenham que gastar nenhum valor adicional. Este é o programa NuSócios que começou a operar no último dia, 9. Porém, é necessário saber se vale a pena se tornar sócio do Nubank desta forma? 

Grosso modo, a fintech irá permitir que milhões de clientes se tornem proprietários de um pedacinho do banco. Esta pequena parcela é chamada de BDR, que é um certificado que possibilitará que o dono negocie um percentual da ação do Nubank na Bolsa de Valores brasileira (B3) após o período de 1 ano.

Desta forma, cada parte responde por 1/6 de uma ação ordinária classe A da Nu Holdings, empresa líder do grupo Nubank. O valor de cada ação será definido no final da IPO.

O Nubank disse que “durante os primeiros 12 meses a partir da entrada do Nubank na Bolsa, a fintech cuidará do seu pedacinho enquanto você pode se familiarizar com o mundo dos investimentos para tomar as melhores decisões sobre o que fazer com ele no futuro”.

Vantagens

De acordo com especialistas, a maior vantagem deste tipo de negócio é a diminuição da burocracia, pois o investidor está apostando em um ativo internacional sem precisar abrir conta no exterior. Ela também é uma maneira de diversificar a carteira com ativos em moedas estrangeiras.

Há também a chance de a ação do Nubank se valorizar e as pessoas lucrarem com isso, podendo, daqui um ano, vender suas ações por determinada quantia de dinheiro.

Desvantagens 

Um dos maiores pontos negativos é que os donos do BDR não são sócios do Nubank. Isto acontece pois como o BDR é um recebido, o investidor não é classificado como sócio e por conta disso, não tem todos os direitos que um acionista teria, como o direito a voto sobre as decisões da empresa, por exemplo. 

Outra ponto é que o produto fica de fora da regra de isenção tributária para vendas de até R$ 20 mil por mês. Sendo assim, caso no futuro os “sócios do Nubank” que têm um BDR, deverão declarar a posse dessas “réplicas de ações” em seus Impostos de Renda – mesmo aqueles que não ultrapassam o limite de renda estipulado pela Receita Federal.

Vale a pena?

Esta resposta depende do seu desejo pessoal e por conta disso, a proposta pode ou não ser boa para você. Para mais informações clique aqui.

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Paulo Amorim
Paulo Henrique Oliveira é formado em Jornalismo pela Universidade Mogi das Cruzes e em Rádio e TV pela Universidade Bandeirante de São Paulo. Atua como redator do portal FDR, onde já cumula vasta experiência e pesquisas, produzindo matérias sobre economia, finanças e investimentos.