Bitcoin tem alta queda e pode não voltar a subir no mercado

Recentemente, o bitcoin registrou uma máxima histórica de US$ 68.570, mas teve uma correção nos dois últimos dias. No curto prazo, a correção pode ser ainda mais profunda. A análise foi feita pelo mestre em administração e economista pela Universidade Federal de Juiz de Fora, Lucas Costa, ao Exame.

Para que o bitcoin chegasse ao valor recorde, o analista do Exame aponta alguns fatores. São estes: leilão dos títulos americanos de 30 anos; indicadores de inflação maiores do que o esperado; e elevação da preocupação do mercado sobre a incorporadora chinesa Evergrande, que pode abrir processo de falência.

Após o recorde do bitcoin, houve a queda no valor de 10% em 24h. A baixa ainda pode continuar. Os indicadores técnicos apontam uma divergência entre o preço e volume. Assim, a moeda digital pode ter maior correção no curto prazo.

Bitcoin pode passar por baixa no curto prazo

O economista alega que a fragilidade do topo histórico pode ser vista ao utilizar o indicador On Balance Volume (OBV) — que indica um saldo de volume entre os dias de alta e de baixa.

Este volume busca confirmar movimentos. Assim, em caso de teste de topo histórico, existe a expectativa de um saldo de volume maior do que na renovação anterior de máxima histórica.

Há divergência quando o indicador forma topos menores que os anteriores — e o preço forma topos maiores que os anteriores. Com isso, é indicado que o movimento de alta não tem sido confirmado pelo volume.

Conforme o gráfico diário, mesmo com o enfraquecimento dos últimos 2 dias, existe uma retomada de pressão compradora.

O registo de aumento entre 21 de setembro e 20 de outubro forma uma figura que se chama pivô de alta, que pode ser projetada para estabelecimento de objetivos de valor e retrações de Fibonacci — que representam os níveis de preço que funcionam como suporte com base em proporções de Fibonacci.

Sendo assim, Costa informa que os principais suportes continuam nas retrações de 38,8% em US$ 56.532 e 61% em US$ 50.065, se houver correções mais profundas.

Com o rompimento do topo histórico em US$ 66.999, a fira citada foi ativada — e possui alvos em US$ 78.345 (141,4% de Fibo) e US$ 83.930 (161,8% de Fibo).

O economista aponta uma projeção de continuidade da tendência de elevação e teste dos alvos em US$ 78.345 (141,4% de Fibo) e US$ 83.930 (161% de Fibo), se o valor seguir maior do que US$ 60.000.

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Silvio Souza
Silvio Suehiro Souza é formado em Comunicação Social - Jornalismo pela Universidade de Mogi das Cruzes (UMC). Desde 2019 dedica-se à redação do portal FDR, onde tem acumulado experiência e vasto conhecimento na área ligada a economia, finanças e investimentos. Além disso, Silvio produz análises sobre produtos e serviços financeiros, sempre prezando pela imparcialidade e informações confiáveis.