Urgente! Caminhoneiros começam greve em bases de combustíveis no Rio

Nesta quinta, 21, um movimento de caminhoneiros de caminhão tanque está impedindo que os caminhões entrem nas bases de abastecimento de combustíveis em Campos Elíseos, no Rio de Janeiro.

Com isso, as unidades se viram obrigadas a fechar as portas para evitar possíveis tumultos e depredações, explicou o Sindicato do Comércio Varejista de Combustíveis, Lubrificantes e de Lojas de Conveniência do Município do Rio de Janeiro.

“Os postos revendedores do Rio seguem aguardando a normalização das entregas para poderem atender a sua clientela até o fim de semana”, disse o sindicato.

O Sindicato disse que a região possui bases de abastecimento das distribuidoras de combustíveis mais importantes como: Vibra, Raízen, joint venture da Shell com Cosan, e Ipiranga, do grupo Ultra.

Wilson Ferreira Júnior, presidente da Vibra Energia, disse ao site Valor Econômico que enxerga riscos de greve cada vez maiores, porém garante que a empresa está pronta para atender o mercado caso essa situação aconteça.

Porém, o executivo acredita que um desabastecimento ainda é um risco baixo neste momento e que a a empresa importará de maneira incremental para dar conta do mercado. 

De toda forma, ele acredita que caso a Petrobras permaneça vendendo abaixo da paridade, o risco de escassez de combustível a longo prazo cresce.

O Bradesco descartou que o CEO comunicou uma mensagem muito cautelosa em ternos de risco de greve. Os caminhoneiros vem se mobilizando para uma paralisação no próximo dia 1º de novembro.

“Em termos de abastecimento de combustíveis, o mercado brasileiro parece bem atendido por ora por meio de importações de players privados. Não acreditamos que os participantes privados importariam com prejuízo, e o aumento dos preços dos combustíveis na bomba parece refletir um mix de preços mais elevados de combustíveis importados e preços de refinaria da Petrobras 20% abaixo da paridade”, dizem os analistas.

A categoria reivindica redução de impostos federais e estaduais e alegam que os governos estaduais e federal jogam a responsabilidade um para o outro e o preço não diminui.

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Paulo Amorim
Paulo Henrique Oliveira é formado em Jornalismo pela Universidade Mogi das Cruzes e em Rádio e TV pela Universidade Bandeirante de São Paulo. Atua como redator do portal FDR, onde já cumula vasta experiência e pesquisas, produzindo matérias sobre economia, finanças e investimentos.