Fundos imobiliários ainda são boa opção após aumento da taxa SELIC?

No final de setembro, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central aumentou a taxa Selic para 6,25% ao ano. Essa tendência pode causar preocupação sobre o futuro dos fundos imobiliários. Entenda perspectivas sobre os fundos imobiliários após aumento da taxa Selic.

Fundos imobiliários ainda são boa opção após aumento da taxa Selic?
Fundos imobiliários ainda são boa opção após aumento da taxa Selic? (Imagem: Gerd Altmann/Pixabay)

Tradicionalmente, o aumento da taxa básica de juros tende a afetar negativamente o desempenho dos fundos imobiliários. Diante desse cenário, há investidores que passam a aplicar em renda fixa — por oferecerem menos risco e se tornarem mais rentáveis.

Até agosto, o Ifix, índice de fundos imobiliários na Bolsa, acumula queda de 4,20% no ano. Além do clico de alta dos juros, outros fatores impactam os fundos imobiliários, como as incertezas políticas e fiscais, e a incerteza sobre a pandemia de covid-19.

Este cenário desafiador tem feito com que alguns investidores refletissem sobre a possível aplicação nessa modalidade.

Perspectivas sobre os fundos de investimentos

Na entendimentos de analistas do mercado, consultados pelo InfoMoney, a alta da Selic não deve afetar significativamente os fundos imobiliários. Contudo, no curto prazo, a indefinição sobre até quando continuará esse ciclo de aumento, pode pressionar as cotações.

Estes analistas avaliam que os fundos imobiliários de papel — com destaque para os que investem em Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRI) —, tendem a não sofrer com o aumento da taxa básica de juros.

Com relação ao segmento de fundos de tijolo, o mercado não acredita que acontecerá novas quedas. Isso se deve porque a nova taxa já estaria precificada na cotação dos ativos. Em boa parte, estes seguem vistos de forma positiva pelos analistas.

Os FIIs de shopping centers não possuem projeção de mudança de humor. Por conta da alta de circulação de pessoas e a reabertura das lojas, o segmento conta com uma projeção de melhora.

Por outro lado, há a indicação de maior cautela para o segmento de lajes. O maior cuidado deve ser para algumas regiões do Rio de Janeiro e São Paulo. Estas áreas ainda sofrem com a grande vacância e baixa busca por locação comercial, conforme o InfoMoney.

Ao Money Times, o especialista em negociações estratégicas em direito imobiliário e sócio do PMMF Advogados, Alberto Mattos de Souza, a taxa Selic deve ser usada apenas como referência.

Com a alta dos juros, o rendimento pago elos fundos se torna menos atrativo. Porém, ela afirma que a taxa em um patamar menor pode voltar a acontecer futuramente.

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Silvio Souza
Silvio Suehiro Souza é formado em Comunicação Social - Jornalismo pela Universidade de Mogi das Cruzes (UMC). Possui experiência em produção textual e, atualmente, dedica-se à redação do FDR produzindo conteúdo sobre economia.
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