Jogo entre Brasil e Argentina foi suspenso; Anvisa tem poder para isso?

Neste domingo, 5, a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), interrompeu o jogo entre Brasil e Argentina. E através de nota, disse que apenas se limitou a buscar cumprir as leis brasileiras obrigando quatro jogadores argentinos a obedecem as medidas de isolamento.

Jogo entre Brasil e Argentina foi suspenso; Anvisa tem poder para isso?
Jogo entre Brasil e Argentina foi suspenso; Anvisa tem poder para isso? (Imagem REUTERS)

A Agência, porém, reafirmou que nunca esteve em sua alçada a decisão de paralisar a partida de futebol pelas Eliminatórias da Copa do Mundo, em São Paulo. Por fim, a Anvisa afirmou que “teve sua atuação protelada” nas dependências do estádio.

“A ação da Anvisa, em síntese, se limitou a buscar o cumprimento das leis brasileiras, o que se limitaria à segregação dos jogadores e as suas respectivas autuações. A decisão de interromper o jogo nunca esteve, nesse caso, na alçada de atuação da Agência. Contudo, a escalação de jogadores que descumpriram as leis brasileiras e as normas sanitárias do país, e ainda que prestaram informações falsas às autoridades, essa assim, sim, exigiu a atuação da Agência de estado, a tempo e a modo”, dizia um trecho da nota.

O texto falava também que a Anvisa soube na última sexta, 3, que os jogadores deram falsas informações para entrar no país. No mesmo dia, ela notificou o CIEVS (Centro de Informações Estratégicas de Vigilância em Saúde) e entrou em contato com o Ministério da Saúde e a Secretaria de Saúde de São Paulo. 

As determinações sanitárias do Brasil ordenam que os viajantes estrangeiros que tenham passado nos últimos 14 dias pelo Reino Unido, África do Sul e Índia estão proibidos de entrar no país.

Já na tarde do último sábado, aconteceu uma reunião com representantes da Conmebol, da CBF (Confederação Brasileira de Futebol) e da delegação argentina. Neste momento, foi recomendado uma quarentena de quatro jogadores que prestaram falsas informações.

“No entanto, mesmo depois da reunião e da comunicação das autoridades, os jogadores participaram de treinamento na noite do sábado”, dizia trecho da nota.

Todas as tentativas da agência não deram certo, desde a saída da delegação do hotel, até mesmo antes do início do jogo. Dentro do estádio, a agência teve a ação protelada.

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Paulo Amorim
Paulo Henrique Oliveira é formado em Jornalismo pela Universidade Mogi das Cruzes e em Rádio e TV pela Universidade Bandeirante de São Paulo. Atua como redator do portal FDR, onde já cumula vasta experiência e pesquisas, produzindo matérias sobre economia, finanças e investimentos.