Auxílio emergencial não será prorrogado! Equipe econômica nega indícios

Bolsonaro afirma ter interesse de renovar o auxílio emergencial. Nessa semana, o presidente da República informou que não descartar a possibilidade de manter o benefício em 2022. De acordo com ele, o ministro da economia, Paulo Guedes, irá avaliar a necessidade de uma nova prorrogação. A informação, no entanto, não foi bem vista por sua equipe.

Auxílio emergencial não será prorrogado! Equipe econômica nega indícios (Imagem: Marcello Casal Jr/Agência Brasil)
Auxílio emergencial não será prorrogado! Equipe econômica nega indícios (Imagem: Marcello Casal Jr/Agência Brasil)

Cada vez mais preocupado com sua agenda social, o presidente Jair Bolsonaro vem tentando implementar uma série de políticas públicas sociais.

Cada vez mais o governo bolsonarista tem falado sobre Auxílio Brasil, que deverá substituir o atual Bolsa Família. Mas o presidente afirma ainda ter o interesse de prolongar o auxílio emergencial.

De acordo com a imprensa, o objetivo de um relançamento do auxílio estaria ligado a baixa popularidade de Bolsonaro. Devido a alta no valor da gasolina, cesta básica, conta de luz e outros itens indispensáveis para o brasileiro, as intenções de voto para as eleições 2022 caíram.

Segunda a pesquisa realizada pela Quaest Consultoria, após recomendação da Genial Investimentos, a avaliação positiva do atual governo caiu de 26% para 24% em trinta dias. O resultado foi divulgado no dia 1º de setembro.

O que diz a equipe econômica?

Apesar do suposto interesse de Bolsonaro de manter o auxílio emergencial, a medida não foi aprovada pelo ministério da economia. Fontes internas da administração pública alegam que não há verba o suficiente para manter o benefício.

Diante das afirmações, as especulações é de que Bolsonaro vem afirmando a extensão apenas para tentar reverter sua queda de popularidade e aceitação entre o eleitorado de baixa renda.

Isso porque, ao longo dos últimos meses as pesquisas revelam que mais de 55% dos brasileiros não apoiam seu governo.

Auxílio emergencial como estratégia eleitoral

Para Bolsonaro, manter o projeto pode significar ganhar parte dos votos daqueles que atualmente estão sendo beneficiários. Além disso, a implementação do auxílio Brasil também surge como uma tentativa de dialogar com os cidadãos de baixa renda.

Não se sabe, até então, se o atual chefe de estado terá sucesso em suas estratégias. Isso porque, o valor do auxílio emergencial, que varia entre R$ 150 e R$ 375, é totalmente insuficiente para manter as despesas dos beneficiários.

Os levantamentos do Dieese afirmam que hoje uma família de quatro pessoas precisa receber ao menos R$ 4 mil para garantir seus direitos básicos.

A principal causa desse cenário é a atual inflação, onde a cesta básica vem sendo vendida por R$ 1 mil, o botijão de gás está acima dos R$ 90 e a gasolina superou os R$ 7.

A previsão é de que a possível extensão do auxílio emergencial e a adoção do auxílio Brasil ocorra apenas a partir de novembro.

 

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Eduarda Andrade
Maria Eduarda Andrade é mestranda em ciências da linguagem na Universidade Católica de Pernambuco, formada em Jornalismo pela mesma instituição. Enquanto pesquisadora, atua na área de políticas públicas, economia criativa e linguística, com foco na Análise Crítica do Discurso. No mercado de trabalho, passou por veículo impresso, sendo repórter do Diario de Pernambuco, além de assessorar marcas nacionais como Devassa, Heineken, Algar Telecom e o Grupo Pão de Açúcar. Atualmente, dedica-se à redação do portal FDR.
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