Brasileiros passam a criar novo golpe para se beneficiarem com transferências bancárias. No último ano, o Banco Central lançou seu novo serviço financeiro. O PIX, cada vez mais utilizado em todo o país, agora passou a ser ferramenta para criar pirâmides em grupos de WhatsApp sob a publicidade de ‘dinheiro fácil’. Abaixo, entenda os riscos de tal ação.
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O PIX nada mais é do que um serviço de transferência bancária gratuito e automático. Por meio dele a população consegue enviar valores financeiros sem precisar pagar pelas taxas bancárias.
No entanto, nas últimas semanas a novidade passou a ser vista de forma oportunista em grupos de WhatsApp.
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Sistema de pirâmide é identificado
Os chamados ‘Grupos PIX’ são chats do WhatsApp gerenciadas por um titular que passa a convidar amigos e demais colegas para participar. No entanto, a entrada só é liberada quando o novo integrante realizar um pix no valor de R$ 1 ou R$ 2. A quantia varia por grupo, sendo fixada por aquele que o criou.
Uma vez integrante, o novo sujeito passa a ter o direito de convidar novos usuários e esses que vierem a se conectar passam a fazer transferências via PIX para a sua conta.
Assim, a cada novo usuário uma nova corrente é consolidada, fazendo com que haja uma grande rotatividade financeira entre os sujeitos.
Riscos da operação
Ciente do ocorrido, o Banco Central vem emitindo alertas relembrando que qualquer esquema de pirâmide é considerado crime. Sendo identificada a titularidade do cidadão que vem consolidando os grupos, este pode responder judicialmente pela ação.
É válido ressaltar que nos processos de investigação o WhatsApp pode abrir o esquema e relatar a lista com todos os presentes nos grupos. Aqueles que estão sendo convidados a participarem, a recomendação é de que recusem a inclusão, pois como a grande maioria dos esquemas de pirâmide, este terá prazo de validade.
“Desconfie sempre que uma oferta parecer boa demais para ser verdade, como ganhar muito dinheiro chamando pessoas para transferirem dinheiro sem motivo algum e ganhar uma parte desses valores. Nesse caso, não entre nessa e denuncie o esquema para a autoridade policial, que tem a competência legal para coibir esse tipo de crime”, afirmou o Banco Central.
