Crise hídrica: Entenda como deve funcionar o racionamento de energia

Governo federal emite alerta anunciando crise hídrica no Brasil. No dia 27 de maio, o Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico informou que o país deverá passar por um momento de racionalização de energia. O motivo da operação está relacionado ao longo período de estiagem que que inviabiliza o funcionamento das usinas hidroelétricas.

Crise hídrica: Entenda como deve funcionar o racionamento de energia (Imagem: José Fernando Ogura/AEN)
Crise hídrica: Entenda como deve funcionar o racionamento de energia (Imagem: José Fernando Ogura/AEN)

Enquanto a população lida com uma das maiores crises econômicas e sanitárias da história do país, uma nova preocupação deve chegar.

Na última semana foi anunciado que a consumação e distribuição de energia em todo o território nacional encontra-se ameaçada. Segundo o governo, há um ‘risco hídrico’ por falta de chuva.

Estiagem compromete abastecimento e distribuição nas hidroelétricas

De acordo com o Serviço Nacional de Meteorologia, as regiões Sudeste e Centro Oeste encontram-se em estado de alerta até o mês de setembro, sem previsão de chuva para o abastecimento das hidroelétricas.

O informe explica que a bacia no Paraná, responsável por parte significativa da distribuição hídrica nessas regiões, está cada vez mais seca. Desse modo, a Agência Nacional de Águas (ANA) passou a trabalhar para criar estratégias de redução na consumação.

Medidas de racionalização de energia

Ainda na semana passada, o governo federal confirmou que vem avaliando medidas para racionalizar o consumo de energia. Entre as propostas já em debate, há uma retomada na bandeira vermelha, tornando a conta de luz ainda mais cara.

Na contrapartida, o governo busca ainda por demais soluções que não afetem a população de baixa renda. Neste momento o principal desafio é tornar o racionamento uma realidade sem encarecer absurdamente o valor final das contas domesticas.

Adriano Pires, do Centro Brasileiro de Infraestrutura, explica que desde fevereiro o governo deveria ter passado a trabalhar na questão de redução do consumo de energia.

Ele relembra que com parte significativa da população em home office, mais período intenso de estiagem, as hidroelétricas tornam-se sobrecarregadas, podendo haver suspensão da distribuição.

A matriz elétrica é muito refém do clima, em parte por falta de planejamento”, diz Pires. O especialista afirma desde 2009 o Brasil vem falhando no planejamento e demais ações que garantam a segurança energética do país.

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Eduarda Andrade
Maria Eduarda Andrade é mestranda em ciências da linguagem na Universidade Católica de Pernambuco, formada em Jornalismo pela mesma instituição. Enquanto pesquisadora, atua na área de políticas públicas, economia criativa e linguística, com foco na Análise Crítica do Discurso. No mercado de trabalho, passou por veículo impresso, sendo repórter do Diario de Pernambuco, além de assessorar marcas nacionais como Devassa, Heineken, Algar Telecom e o Grupo Pão de Açúcar. Atualmente, dedica-se à redação do portal FDR.
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