3ª onda da COVID-19 no Brasil? Aumento de casos e mortes acende alerta

Pontos-chave
  • Brasil pode contabilizar 2 mil mortes diárias pelo novo coronavírus;
  • Pesquisa revela terceira onda prevista para o mês de julho;
  • Cronograma de vacinação é suspenso por falta de medicamento.

Brasil pode vivenciar terceira onda da covid-19 no mês de julho. Estudos realizados pelo Instituto de Métricas e Avaliação de Saúde da Universidade de Washington, nos Estados Unidos, revelam que o país deverá viver momentos ainda mais tensos no que diz respeito a proliferação do novo coronavírus. A previsão é de que neste período sejam contabilizadas 2 mil mortes.

3ª onda da COVID-19 no Brasil? Aumento de casos e mortes acende alerta (Imagem: Reprodução/UOL)
3ª onda da COVID-19 no Brasil? Aumento de casos e mortes acende alerta (Imagem: Reprodução/UOL)

Vivendo há mais de um ano na pandemia, o Brasil está entre os países que não apresenta a menor previsão de melhoria no controle ao contágio da covid-19.

Atualmente foram registradas mais de 410 mil mortes, estando parte da campanha de vacinação suspensa por falta de medicamento.

Terceira onda da COVID-19 no Brasil com números ainda maiores

Diante de tal cenário, pesquisas afirmam que durante o mês de julho haverão em torno de 2 mil mortes diárias. A previsão de queda tem início apenas no mês de agosto, o que deverá resultar em mais de 600 mil óbitos.

De acordo com o Instituto de Métricas e Avaliação de Saúde da Universidade de Washington, o controle do contágio só poderá ser obtido se as medidas de isolamento se tornassem ainda mais restritas.

No entanto, a realidade atual, por parte da gestão pública federal, se mantém com base na diminuição da urgência da doença.

No dia 1 de agosto, segundo a pesquisa, o país terá registrado 688 mil mortes, levando em consideração que apenas 69% dos brasileiros fazem uso permanente das medidas de proteção, como máscaras e álcool em gel.

Precisão dos dados

Ex-secretário nacional de Vigilância em Saúde, Wanderson de Oliveira, explicou que o estudo realizado em Washington “têm acertado com precisão” o desenvolvimento da doença em demais regiões do mundo.

Enfrentaremos algo dentro do intervalo das linhas pontilhadas vermelha e roxa [688 mil e 575 mil mortes até 1º de agosto], sendo que pode piorar se a população relaxar demais. Além disso, devemos considerar a possibilidade de já termos a circulação da variante da Índia no Brasil”, afirma.

É importante ressaltar que o primeiro grande pico da pandemia ocorreu justamente no período de julho, mês de inverno nos estados do Sul, Sudeste e Centro-Oeste.

Campanha de vacinação em atraso

Enquanto as pesquisas revelam um cenário assustador para o brasileiro, o ministério da saúde suspende a aplicação da segunda dose da coronavac. Cerca de 9 capitais nacionais precisaram atrasar os cronogramas de imunização sob a afirmação de que não há medicamento em estoque.

Questionado a respeito, o atual ministro da saúde, Marcelo Queiroga, afirmou que não pode se responsabilizar pela situação, pois foi um erro de calculo de seu antecessor, Eduardo Pazuello. Desse modo, ainda não há uma previsão sobre a nova distribuição das vacinas.

Na contrapartida, os governos estaduais se queixam afirmando que o atraso se deu mediante a instabilidade nas ações determinadas pelo governo federal.

Inicialmente a orientação era de estoque da segunda dose para garantir a imunização completa. Todavia, com a alteração de ministro, foi solicitada a aplicação imediata e fim do acumulo do medicamento.

Nesse momento a coronavac foi suspensa em: Aracaju (SE), Belo Horizonte (MG), Campo Grande (MS), Fortaleza (CE), Goiânia (GO), Rio de Janeiro (RJ), Porto Alegre (RS), Porto Velho (RO) e Recife (PE). Há ainda uma previsão de atraso para as cidades de Boa Vista, Curitiba, João Pessoa, Macapá, Maceió, Natal e Salvador.

3ª onda da COVID-19 no Brasil? Aumento de casos e mortes acende alerta (Imagem: Sérgio Lima/Poder360)
3ª onda da COVID-19 no Brasil? Aumento de casos e mortes acende alerta (Imagem: Sérgio Lima/Poder360)

População brasileira em pânico

Enquanto não há uma definição e previsão no cronograma de imunização, os brasileiros manifestam em suas redes sociais o clima de medo e tensão.

Nessa terça-feira (04), a imprensa nacional divulgou a morte do ator Paulo Gustavo. Internado por COVID-19 desde o mês de março, o comediante foi submetido a uma série de tratamentos, mas não resistiu.

Diante da notícia de seu falecimento, diversos artistas e demais usuários de plataformas como Instagram, Facebook e Twitter passaram a lamentar o ocorrido relembrando que aos 42 anos Paulo Gustavo já poderia ter sido vacinado, caso o governo federal tivesse adiantado a campanha de vacinação.

Para muitos o sentimento de impunidade em relação aos governantes tem se tornado cada vez maior.

Enquanto países como a Inglaterra já realiza eventos para mais de 50 mil pessoas sem máscara, o Brasil segue com um crescimento absurdo no total de vítimas.

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3ª onda da COVID-19 no Brasil? Aumento de casos e mortes acende alerta

Eduarda Andrade
Maria Eduarda Andrade é mestranda em ciências da linguagem na Universidade Católica de Pernambuco, formada em Jornalismo pela mesma instituição. Enquanto pesquisadora, atua na área de políticas públicas, economia criativa e linguística, com foco na Análise Crítica do Discurso. No mercado de trabalho, passou por veículo impresso, sendo repórter do Diario de Pernambuco, além de assessorar marcas nacionais como Devassa, Heineken, Algar Telecom e o Grupo Pão de Açúcar. Atualmente, dedica-se à redação do portal FDR.
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