Desemprego atinge 14,4 MILHÕES de brasileiros no trimestre até fevereiro

Brasil registra novo índice de desemprego. De acordo com os últimos números liberados pelo IBGE, cerca de 14 milhões de pessoas estão desempregadas. A grande maioria perdeu o vínculo de trabalho entre dezembro de 2020 e fevereiro deste ano, resultando em um aumento de 14,4% no trimestre móvel.

Desemprego atinge 14,4 MILHÕES de brasileiros no trimestre até fevereiro (Imagem: Marcello Casal Jr/Agência Brasil)
Desemprego atinge 14,4 MILHÕES de brasileiros no trimestre até fevereiro (Imagem: Marcello Casal Jr/Agência Brasil)

Diante da permanência do novo coronavírus, manter a carteira de trabalho assinada tem sido um desafio para parte significativa da população. O último balanço do IBGE relevou que o desemprego permanece em alta, atingindo mais de 14 milhões de pessoas. Já a taxa de ocupação apresentou uma baixa de 8,3% mediante o levantamento da Pnad.

Variação das estatísticas

No que diz respeito a subutilização, cerca de 32,6 milhões de pessoas foram afetadas desde novembro de 2020. Isso significa uma alta de 21,9% em comparação com o ano anterior.

Já a população fora da força de trabalho atual é de 76,4 milhões de pessoas, com uma alta de 10,5 milhões no mesmo período de 2020.

Para quem atua de carteira assinada, foi possível contabilizar 28,7 milhões de pessoas, havendo uma queda de 11,7%. Por fim, os sem carteira assinada somaram 9,8 milhões de brasileiros.

Na atuação por conta própria, o IBGE pode contabilizar uma alta de 3,1%, resultando em 23,7 milhões de cidadãos como autônomos. A informalidade, por sua vez, ficou em 39,1%. O último levantamento foi referente ao real habitual, que está em R$ 2.520, caindo 2,5% frente ao trimestre móvel anterior.

Previsão para o mercado de trabalho

Diante dos índices apresentados, há inúmeros questionamentos sobre o futuro da economia brasileira. Para quem está de carteira assinada, não se pode descartar possíveis alterações contratuais tendo em vista a renovação da MP 936.

Já para os desempregados o cenário tende a ser ainda mais negativo, pois até o momento não foi estimulada uma previsão otimista quanto ao retorno dos setores econômicos. Desse modo, uma das soluções mais adotadas tem sido a atuação enquanto autônomo, cada vez mais ampla em todo o país.

Para muitos a alternativa para manter a rotatividade do caixa financeiro em casa tem sido trabalhar por conta própria, como vendedor ou prestador de serviço.

Eduarda AndradeEduarda Andrade
Maria Eduarda Andrade é mestranda em ciências da linguagem na Universidade Católica de Pernambuco, formada em Jornalismo pela mesma instituição. Enquanto pesquisadora, atua na área de políticas públicas, economia criativa e linguística, com foco na Análise Crítica do Discurso. No mercado de trabalho, passou por veículo impresso, sendo repórter do Diario de Pernambuco, além de assessorar marcas nacionais como Devassa, Heineken, Algar Telecom e o Grupo Pão de Açúcar. Atualmente, dedica-se à redação do portal FDR.