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Fiscalização de combustíveis fica ameaçada após corte no orçamento; e agora?

Por Paulo Amorim
28 de abril de 2021
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PR - AUMENTO DOS COMBUSTIVEIS/ECONOMIA -  A Petrobras informou que irá reajustar a gasolina em 3% nas refinarias a partir da 0h desta sexta-feira (7). O diesel sofrerá aumento de 5%, também nas refinarias.O anúncio foi feito nesta quinta (6) em comunicado enviado à CVM (Comissão de Valores Mobiliários). Este é o primeiro reajuste desde 29 de novembro de 2013.  Foto: Geraldo Bubniak / AGB

PR - AUMENTO DOS COMBUSTIVEIS/ECONOMIA - A Petrobras informou que irá reajustar a gasolina em 3% nas refinarias a partir da 0h desta sexta-feira (7). O diesel sofrerá aumento de 5%, também nas refinarias.O anúncio foi feito nesta quinta (6) em comunicado enviado à CVM (Comissão de Valores Mobiliários). Este é o primeiro reajuste desde 29 de novembro de 2013. Foto: Geraldo Bubniak / AGB

O Inmetro (Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia), ligado ao Ministério da Economia, enviou ao presidente Bolsonaro um ofício afirmando que os cortes no orçamento 2021 para o instituto vão impossibilitar o aperfeiçoamento da fiscalização das bombas de combustíveis. 

Fiscalização de combustíveis fica ameaçada após corte no orçamento; e agora?
Fiscalização de combustíveis fica ameaçada após corte no orçamento; e agora? ( Foto: Geraldo Bubniak / AGB)

Esta melhoria na fiscalização foi uma ordem do próprio presidente, que afirmava que o preço do combustível ficava mais alto justamente por conta das fraudes.

“Com o novo cenário restritivo, acrescentado das demandas encaminhadas pela Presidência da República no que se refere ao endurecimento/aperfeiçoamento à fiscalização das Bombas Medidoras de Combustível – BMC, o nosso orçamento atual não comporta as despesas necessárias para implantação dos projetos imprescindíveis para o cumprimento efetivo da determinação presidencial. Bem como manutenção das despesas de custeio para atividades realizadas in loco”, informava o ofício, assinado pelo presidente do Inmetro, Marcos Heleno.

O envio do documento aconteceu no último dia 16, antes da sanção do Orçamento 2021 na última semana. Os vetos do presidente não atingiram o Inmetro. O Ministério da Economia já recebeu a demanda do órgão, mas a resposta ainda não foi dada.

O Inmetro solicita mais R$178,3 milhões e afirma que a falta deste recurso prejudica fortemente as contas do instituto e traz risco a judicialização dos contratos e convênios.

No documento, o presidente do instituto afirma que o orçamento do Inmetro ficou em R$290 milhões. Porém, de acordo com os dados divulgados pelo Ministério da Economia, o valor é de R$370,1 milhões.

Ao ser questionado, o órgão afirmou que o valor de R$ 290 milhões é referente a uma versão preliminar do Projeto de Lei Orçamentária (PLOA).

O instituto afirma que pediu um complemento de R$180 milhões e que a solicitação foi aceita de forma parcial pelo Ministério da Economia, resultado em um aporte de R$ 80 milhões.

“O Inmetro entende o momento difícil que o país atravessa em termos de orçamento e ajuste fiscal, mas reforçou junto ao ME a solicitação de recompor o orçamento para apoiar o funcionamento do mercado e setor produtivo dentro de sua visão estratégica para o período de 2021-2023”, diz a nota do orgão. 

Paulo Amorim

Paulo Amorim

Paulo Henrique Oliveira é formado em Jornalismo pela Universidade Mogi das Cruzes e em Rádio e TV pela Universidade Bandeirante de São Paulo. Atua como redator do portal FDR, onde já cumula vasta experiência e pesquisas, produzindo matérias sobre economia, finanças e investimentos.

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