Valor da cesta básica sobe e auxílio emergencial cai; como conciliar valores?

Pontos-chave
  • Valor da cesta básica ultrapassa R$ 1 mil;
  • Governo federal diminui mensalidade do auxílio emergencial;
  • População terá que fazer cortes em sua lista de compras.

Brasileiros devem reorganizar as contas para manter os alimentos em suas mesas. Nessa semana, uma pesquisa realizada pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE) relevou que o valor da cesta básica em São Paulo subiu em 27%. Ao mesmo tempo, o pagamento do auxílio emergencial foi cortado em 50%.

Valor da cesta básica sobe e auxílio emergencial cai; como conciliar valores? (Imagem: Mehrad Vosoughi/Pexels)
Valor da cesta básica sobe e auxílio emergencial cai; como conciliar valores? (Imagem: Mehrad Vosoughi/Pexels)

Fazer feira no Brasil está cada vez mais difícil. Os levantamentos do Dieese mostram que em São Paulo o preço da cesta básica, durante o mês de março, chegou a R$ 1.013,66.

Trata-se de uma das maiores taxações da história, revelando que mesmo com a concessão do auxílio emergencial a população de baixa renda não conseguirá manter todos os alimentos na mesa.

Impacto do novo auxílio emergencial

Na última semana o governo federal passou a conceder as novas parcelas do coronavoucher. Apesar da iniciativa parecer positiva, apresenta um défice em comparação com a rodada de 2020.

Isso porque, neste momento o valor máximo concedido pelo projeto é de R$ 375, o que não garante nem ao menos metade da cesta básica.

Parte significativa da população vem recebendo parcelas de R$ 250. Há ainda uma rodada mínima de R$ 150 para famílias compostas por apenas uma pessoa e a máxima de R$ 375 para as mães de família solteiras.

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Isso significa que há comprovações de que os contemplados não obtêm demais recursos financeiros para sobreviver. Todavia, não há a menor previsão sobre baixa no valor dos alimentos.

Calendário de pagamentos do auxílio emergencial

Calendário de depósito do auxílio emergencial 2021

Nascidos em Depósito
Parcela 1 Parcela 2  Parcela 3  Parcela 4
Janeiro 6 de abril 16 de maio 20 de junho 23 de julho
Fevereiro 9 de abril 19 de maio 23 de junho 25 de julho
Março 11 de abril 23 de maio 25 de junho 28 de julho
Abril 13 de abril 26 de maio 27 de junho 1º de agosto
Maio 15 de abril 28 de maio 30 de junho 3 de agosto
Junho 18 de abril 30 de maio 4 de julho 5 de agosto
Julho 20 de abril 2 de junho 6 de julho 8 de agosto
Agosto 22 de abril 6 de junho 9 de julho 11 de agosto
Setembro 25 de abril 9 de junho 11 de julho 15 de agosto
Outubro 27 de abril 11 de junho 14 de julho 18 de agosto
Novembro 27 de abril 11 de junho 14 de julho 20 de agosto
Dezembro 30 de abril 16 de junho 21 de julho 22 de agosto

Calendário de saque e transferências do auxílio emergencial 2021

Nascidos em Saques ou transferências
Parcela 1 Parcela 2 Parcela 3 Parcela 4
Janeiro 4 de maio 8 de junho 13 de julho 13 de agosto
Fevereiro 6 de maio 10 de junho 15 de julho 17 de agosto
Março 10 de maio 15 de junho 16 de julho 19 de agosto
Abril 12 de maio 17 de junho 20 de julho 23 de agosto
Maio 14 de maio 18 de junho 22 de julho 25 de agosto
Junho 18 de maio 22 de junho 27 de julho 27 de agosto
Julho 20 de maio 24 de junho 29 de julho 30 de agosto
Agosto 21 de maio 29 de junho 30 de julho 1º de setembro
Setembro 25 de maio 1º de julho 4 de agosto 3 de setembro
Outubro 27 de maio 2 de julho 6 de agosto 6 de setembro
Novembro 1º de junho 5 de julho 10 de agosto 8 de setembro
Dezembro 4 de junho 8 de julho 12 de agosto 10 de setembro
Valor da cesta básica sobe e auxílio emergencial cai; como conciliar valores? (Imagem: Reprodução/JC)
Valor da cesta básica sobe e auxílio emergencial cai; como conciliar valores? (Imagem: Reprodução/JC)

Andamento da cesta básica

Levando em consideração as estatísticas do estado de São Paulo, a cesta contem 39 alimentos e se mostra o suficiente para a nutrição de quatro pessoas durante o período de um mês.

Desde o mês de janeiro, os produtos ficaram 27% mais caros. Até março de 2020, por exemplo, sua comercialização ficava em torno de R$ 789.

Os levantamentos do Dieese mostram que nesse momento os produtos com o maior reajuste são a soja, do arroz, das carnes de primeira e de segunda e da cebola. Há ainda demais insumos comum a mesa do brasileiro, como a carne vermelha que cada vez menos vem sendo comprada.

Na parte de frutas e verduras, o resultado também não é positivo. Banana, batatas, cebola, entre outros alimentos têm novos reajustes. Por fim, até mesmo o setor de higiene pessoal e do lar, como detergente e água sanitária, estão ainda mais caros.

Dicas para economizar em sua feira

Diante da falta de alternativa e silêncio do governo quanto a elevação dos preços, o cidadão não tem outra alternativa se não poupar. Para muitos especialistas, a decisão mais recorrente do momento é a substituição de alguns produtos.

No lugar das carnes, muitos passaram consumir ovos e enlatados, como sardinhas, tendo em vista o melhor custo benefício. Já produtos relevantes como o leite, onde não há substituição, a solução tem sido a diminuição gradativa do consumo.

De modo geral, muitos economistas recomendam que o cidadão vá até o supermercado já com uma lista em mãos tendo em vista aquilo que realmente deve ser considerado uma prioridade.

Outra observação importante é a aquisição dos alimentos em pequenos negócios ou mercados públicos, onde há maior chance de descontos e preços mais baixos.

Eduarda Andrade
Maria Eduarda Andrade é mestranda em ciências da linguagem na Universidade Católica de Pernambuco, formada em Jornalismo pela mesma instituição. Enquanto pesquisadora, atua na área de políticas públicas, economia criativa e linguística, com foco na Análise Crítica do Discurso. No mercado de trabalho, passou por veículo impresso, sendo repórter do Diario de Pernambuco, além de assessorar marcas nacionais como Devassa, Heineken, Algar Telecom e o Grupo Pão de Açúcar. Atualmente, dedica-se à redação do portal FDR.