Preço da carne bovina deve sofrer variações após paralisação dos frigoríficos

Diante das dificuldades econômicas enfrentadas no país, a população tem tido mais dificuldade em comprar carne bovina. Com a decisão recente dos frigoríficos de suspender o processamento de carne, a demanda poderá superar a oferta. Como resultado, o preço da carne bovina deve ter aumento.

Preço da carne bovina deve sofrer variações após paralisação dos frigoríficos
Preço da carne bovina deve sofrer variações após paralisação dos frigoríficos (Imagem: Marcello Casal Jr/Agência Brasil)

Por conta da alta nos preços da arroba bovina e a dificuldade de repassar integralmente os custos para a carne no mercado interno, as margens na indústria brasileira têm sido afetadas.

Como resultado, o país tem registrado uma sequência de suspensões temporárias. Segundo fontes e representantes do setor à Reuters, esta situação atual resulta na redução de abates e na oferta aos consumidores.

De acordo com o presidente da Associação Brasileira de Frigoríficos (Abrafigo) Paulo Mutefaga, diversas unidades de pequeno, médio e grande portes passaram por paralisações ou seguem paradas por conta das dificuldades domésticas.

Ele afirmou que o preço do boi subiu por volta de 60% em um ano. A indústria conseguiu repassar no máximo 40% dos custos. Mustefaga alega que o setor está com grande dificuldade de fechar as contas.

Outro motivo para as suspensões de abates, além da arroba em máximas históricas, seria devido à redução do poder de compra das famílias no país por conta da crise econômica.

Perspectiva sobre o preço da carne bovina

Nesta terça-feira (13), o mercado físico de boi gordo teve preços mistos. De acordo com o analista da consultoria Safras & Mercado, ao Canal Rural, os frigoríficos sinalizam para uma situação mais confortável nas escalas de abate em alguns estados.

Ele afirma que a tendência é que a curva de preços se inverta a partir da segunda quinzena. Isto aconteceria ao considerar que a reposição entre atacado e varejo tende a fluir de forma mais lenta.

Apesar disso, o analista relata que há expectativa de maior robustez de oferta a partir de maio. Neste período, as pastagens apresentam menor quantidade devido ao clima seco. Dessa forma, o pecuarista tende a perder a capacidade de retenção.

Durante a primeira quinzena de abril, a demanda doméstica de carne bovina segue positiva. O motivo seria por conta da entrada dos salários na economia, além dos valores vindos da nova rodada do auxílio emergencial.

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Silvio Souza
Silvio Suehiro Souza é formado em Comunicação Social - Jornalismo pela Universidade de Mogi das Cruzes (UMC). Possui experiência em produção textual e, atualmente, dedica-se à redação do FDR produzindo conteúdo sobre economia.
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