PIX será nova solução para substituir débito e dinheiro? Saiba o que dizem especialistas

Pontos-chave
  • PIX enfrenta obstáculos para deslanchar no varejo;
  • Modalidade lidera as transferências de pessoa pra pessoa;
  • Taxas cobradas pelos bancos atrasa a adoção do PIX no comércio.

O PIX, solução de pagamentos do Banco Central, foi lançado em novembro do ano passado e já é um sucesso entre os brasileiros. Ele se tornou o recurso mais utilizado para transferências de valores de pessoa para pessoa, superando os tradicionais TED e DOC.

PIX será nova solução para substituir débito e dinheiro? Saiba o que dizem especialistas
PIX será nova solução para substituir débito e dinheiro? Saiba o que dizem especialistas (Imagem: Marcello Casal Jr/Agência Brasil)

Em 2021, os dados do Banco Central revelaram que cerca de 286 milhões de operações foram efetuadas através do PIX até o mês passado. Já as TEDs, representaram apenas 18,5% do volume total do PIX neste período, com 53,2 milhões de transferências. 

Este resultado já era esperado, pois através do PIX, as transferências são gratuitas e o sistema opera todos os dias da semana, 24 horas.

Em sua fase de pré-lançamento, a expectativa era que a modalidade também pudesse atrair uma fatia significativa de pagamentos com dinheiro ou cartão de crédito no comércio varejista. E vez ou outra, substituir ou suplantar estes meios de pagamento.

Mas isso ainda pode demorar para se tornar realidade, pois dados do BC mostraram que nos pagamentos de pessoas para empresas, somente 8,3% do total transacionado foi feito através do PIX em janeiro.

Dois grandes obstáculos do PIX

Este baixo resultado é devido as redes varejistas terem dois grandes obstáculos para ofertar o PIX como forma de pagamento para seus clientes.

O primeiro obstáculo é em relação à tecnologia para oferecer a modalidade do BC, integrando ao sistema de frente de caixa. Para fazer esta integração, é necessário um investimento expressivo e em um momento de crise econômica acaba sendo retirado das prioridades.

Já o segundo problema são as tarifas cobradas aos comerciantes tanto para envio e recebimento de valores através do PIX.

Após oferecer um período grátis, os bancos como Itaú, Banco do Brasil, Bradesco e Santander passaram a cobrar pelas transações instantâneas feitas por conta jurídica. A Caixa e outras fintechs seguem oferecendo a gratuidade. 

Sem ter uma visibilidade clara a respeito das taxas cobradas por cada transação, os lojistas preferem esperar os próximos acontecimentos para decidir definitivamente em relação à utilização do PIX.

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Pagamentos via PIX (Imagem: Marcello Casal Jr/Agência Brasil)

Parcelamento por PIX

A solução de pagamentos do BC permanece sendo dúvida para as marcas que oferecem crediário aos seus clientes com o carro-chefe. Mesmo que o PIX ofereça facilidade no pagamento das parcelas, a modalidade não retira a necessidade de crédito por parte dos consumidores.

A implementação da modalidade pode ser considerada também como um tiro na água, já que grande parte desse público não possui conta bancária e convertê-los não será um movimento fácil.

Sendo assim, para quem usa o tão popular carnê como chamariz para suas vendas, o processo de adaptação deve ser ainda maior.

Os problemas não terminam ao superar estes desafios, já que o comerciante ainda precisa driblar a falta de costume dos clientes em pagar através da modalidade. 

Muitas vezes as lojas que já utilizam o meio de pagamento também não fornecem um treinamento adequado ao time de vendedores e operadores de caixa, o que faz com que muitos nem conheçam o sistema de pagamentos.

Como usar o PIX

A opção pode ser encontrada dentro do aplicativo de seu banco ou instituição financeira, e também em canais como internet banking e caixas eletrônicos.

Para fazer transferências e pagamentos, os usuários podem utilizar os dados da conta, da mesma forma que no TED ou DOC, QR Code e também as chaves PIX.

Chaves

As chaves são uma espécie de apelido utilizados para identificar a conta de uma pessoa nas transações através da solução de pagamentos. As chaves podem ser:

  • CNPJ ou CPF
  • E-mail
  • Número de telefone celular
  • Chave aleatória

Elas podem ser cadastradas no aplicativo de sua instituição financeira.

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Paulo Amorim
Paulo Henrique Oliveira, formado em Jornalismo pela Universidade Mogi das Cruzes e em Rádio e TV pela Universidade Bandeirante de São Paulo, atua como do redator do portal FDR produzindo matérias sobre economia em geral e também como repórter do site Aparato do Entretenimento cobrindo o mundo da TV e das artes.
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