Fila do Bolsa Família tem 2,1 milhões esperando por ajuda na crise

Pontos-chave
  • O Brasil está passando por uma das piores crises econômicas e sociais devido à pandemia de Covid-19;
  • A pandemia que já dura mais de um ano fez com que o número de famílias à espera do Bolsa Família aumentasse ainda mais;
  • A fila de espera pelo benefício Bolsa Família possui mais de 2,1 milhões de famílias.

O Brasil está passando por uma das piores crises econômicas e sociais devido à pandemia de Covid-19. A pandemia que já dura mais de um ano fez com que o número de famílias à espera do Bolsa Família aumentasse ainda mais.

Fila do Bolsa Família tem 2,1 milhões esperando por ajuda na crise
Fila do Bolsa Família tem 2,1 milhões esperando por ajuda na crise (Imagem: FDR)

A fila de espera pelo benefício Bolsa Família possui mais de 2,1 milhões de famílias. Esse número é resultado do aumento de desemprego e o fim do auxílio emergencial em dezembro do ano passado.

De acordo com o Grupo de Trabalho Vigilância Socioassistencial Nordeste/Comitê Técnico Assistência Social no Consorcio Nordeste a fila de espera é de 2.146.178. Esses dados são com base nas informações divulgadas pelo Ministério da Cidadania.

A região que mais possui pessoas na fila de espera é o Sudeste, com 849.063. Essa região é seguida pelo Nordeste, com 707.600. Os estados que têm menos famílias aguardando a aprovação são o Norte (228.536), Sul (227.198) e o Centro-Oeste (133.781).

Bolsa Família

O programa de transferência de renda foi criado em 2003, durante a gestão do ex-presidente Lula (PT). O Bolsa unificou quatro programas já pagos pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB). Esses eram: auxílio gás, cartão alimentação, bolsa alimentação e bolsa escola.

Fila do Bolsa Família tem 2,1 milhões esperando por ajuda na crise
Fila do Bolsa Família tem 2,1 milhões esperando por ajuda na crise (Imagem: Google)

Atualmente, 14 milhões de famílias são contempladas pelo programa. Esses recebem, em média, R$ 192 por mês. O objetivo foi combater a fome, promover a segurança alimentar, combater a pobreza e promover o acesso a serviços públicos de famílias em condição de extrema pobreza.

Como resultado, 22 milhões de pessoas saíram da situação de miséria. Além disso, o Brasil conseguiu sair do Mapa da Fome, da FAO (Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura).

Outro resultado positivo foi a redução da evasão escolar e o aumento do índice de aprovação. Isso porque, exige das famílias contempladas a presença escolar. Porém, para receber o recurso é necessário atender alguns critérios e cumprir algumas exigências.

Critérios do Bolsa Família

  • Ter uma renda per capita mensal de até R$ 89;
  • Ter renda mensal per capita entre R$ 89,01 e R$ 178,00 (nesse caso, as famílias devem ter em sua composição gestantes, crianças e/ou adolescentes entre 0 e 17 anos);
  • Estar inscrito no Cadastro Único (CadÚnico) para Programas Sociais do Governo Federal.

As inscrições no CadÚnico são realizadas pelos agentes municipais dos Centros de Referência da Assistência Social (CRAS). O representante familiar deve informar os dados de toda a família e comprovar a situação de vulnerabilidade social.

É importante que o representante familiar resida com os demais componentes da família em uma mesma moradia. Além disso, esse deve ter mais de 16 anos e possuir CPF ou Título de Eleitor. A recomendação é que o representante seja, se possível, uma mulher.

Benefícios do Bolsa Família

  • Benefício para crianças e adolescentes de 0 a 15 anos: R$ 41;
  • Benefício para gestantes (duração de nove meses): R$ 41;
  • Benefício para nutrizes (crianças entre 0 a 6 anos): R$ 41;
  • Benefício variável jovem (adolescentes entre 16 e 17 anos – cada família pode acumular até dois): R$ 48;
  • Benefício de superação a pobreza: valor variável.

Com exceção do Benefício jovem, as famílias podem acumular até cinco benefícios. Pra garantir o recebimento, os contemplados precisam cumprir algumas exigências. As recomendações variam conforme o benefício recebido.

Exigências do Bolsa Família

  • Famílias que possuem gestantes precisam comparecer às consultas de pré-natal;
  • Para as mães que amamentam precisam comparecer as atividades educativas sobre aleitamento materno e alimentação saudável;
  • Estar com o cartão de vacinação das crianças de 0 a 7 anos atualizados com todas as vacinas;
  • Acompanhamento de saúde das mulheres que possuem 14 a 44 anos de idade;
  • Crianças e adolescentes entre 6 e 15 anos devem ter uma frequência escolar de, no mínimo, 85%;
  • Adolescentes entre 16 e 17 anos devem ter uma frequência escolar de, no mínimo, 75%;
  • Estar com o Cadastro Único atualizado.

As famílias que não seguirem o que é exigido pode ter o pagamento bloqueado ou suspenso. Nesse caso, o representante familiar deve comparecer ao CRAS para identificar a causa.

Caso seja possível, o pagamento é restabelecido após as mudanças necessárias. Porém, em situações impossíveis de voltar a receber o programa, os antigos beneficiários passam para o fim da fila de espera.

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Glaucia Alves
Gláucia Alves, formada em Letras-Inglês pela Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE). Foi professora por 8 anos. Em 2020 começou a trabalhar como corretora de redação. Atualmente, trabalha na equipe do portal FDR, produzindo conteúdo sobre economia e direitos da população brasileira, além de realizar consultoria de redação on-line.
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