Quais as consequências da troca de comando na Petrobras?

No dia 19 de fevereiro, o presidente Jair Bolsonaro anunciou a indicação do general Joaquim Silva e Luna, que é o atual diretor da Itaipu Binacional como o novo presidente da estatal Petrobras. O general vai substituir o chefe da estatal, Roberto Castello Branco, que foi indicado pelo presidente depois das eleições de 2018.

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Quais as consequências da troca de comando na Petrobras?
Quais as consequências da troca de comando na Petrobras? (Imagem: Agência Brasil)

A substituição só será concretizada depois que a indicação for aprovada pelo Conselho de Administração da Petrobras.

Esse será o primeiro militar a assumir o comando da estatal desde o ano de 1989, quando o oficial da Marinha Orlando Galvão Filho deixou o cargo.

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O comando da estatal foi de militares durante a maior parte do período ditatorial e chegou a ser capitaneada entre 1969 e 1973 pelo general Ernesto Geisel, que depois se tornaria o presidente da República nos cinco anos seguintes.

Esse anúncio foi feito depois do presidente fazer críticas à gestão da Petrobras e por conta das diversas altas nos preços dos combustíveis nos últimos meses.

Bolsonaro afirmou que esse último reajuste foi “fora da curva”, se referindo ao quarto aumento do ano, de 10% na gasolina e 15% no diesel.

O novo comandante da estatal foi indicado pelo ministro da Economia, Paulo Guedes, mas ele ainda não se manifestou sobre essa troca.

Os analistas e antigos aliados do presidente não receberam bem este anúncio, eles alegam que Castello Branco vinha fazendo no comando da maior estatal do país.

Outro argumento é que a tomada de acordo com interesses eleitorais, poderia trazer prejuízo para a Petrobras.

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O que vai acontecer com as ações da Petrobras?

Na segunda-feira (22), as ações da estatal entraram em queda livre, pois os investidores são contrários às intervenções políticas na gestão da empresa.

Essa intervenção lança ainda uma sombra sobre a gestão de todas as outras estatais do país, pois não se sabe em que momento algo parecido pode acontecer com elas.

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Bolsonaro se elegeu na esteira de uma agenda liberal, na qual o presidente não iria interferir no  bom funcionamento das empresas e daria liberdade para o trabalho de uma gestão técnica, criou-se expectativa de que as estatais poderiam estabelecer suas políticas de preço e gestão com tranquilidade.

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Jheniffer Freitas
Jheniffer Aparecida Corrêa Freitas é formada em Jornalismo pela Universidade de Mogi das Cruzes. Atuou como assessora de imprensa da Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo e da Secretarial Estadual da Saúde de São Paulo. Há dois anos é redatora do portal FDR, onde acumula bastante experiência em produção de notícias sobre economia popular e finanças.