Maia pauta votação da MP do auxílio emergencial após sofrer acusações de Bolsonaro

Depois de o presidente Jair Bolsonaro acusar o presidente da Câmara de não votar a 13º parcela do programa Bolsa Família, Rodrigo Maia (DEM-RJ) mostrou reação. O deputado retomou a pauta da Medida Provisória (MP) que fala sobre o pagamento do auxílio emergencial. 

Maia pauta votação da MP do auxílio emergencial após sofrer acusações de Bolsonaro
Maia pauta votação da MP do auxílio emergencial após sofrer acusações de Bolsonaro (FOTO: ANDRE DUSEK/ESTADAO)

Maia chamou o presidente Bolsonaro de “mentiroso”, e colocou em pauta para hoje (18) a medida provisória do auxílio emergencial. 

Com isso, a articulação política do governo trabalha para reverter o cenário e convencer Maia a tirar esse item da pauta.

O líder do governo na Câmara, Ricardo Barros (PP-PR) disse que o relatório não está pronto e precisa estar disponível 24 horas antes, logo ele acredita que o item não deve ser votado hoje.

Porém, continua trabalhando junto com o Planalto para que Maia retire da pauta de vez, para que a MP não seja discutida na segunda-feira (21).

Nesta quinta-feira (17), em live, o presidente Jair Bolsonaro disse que Maia foi o responsável por travar a análise da medida provisória do pagamento do 13º do Bolsa Família, neste ano de 2020.

“Eu conversa com parlamentares, que não atrase as pautas que via para lá. O 13º do salário do Bolsa Família. Não teve esse ano porque o presidente da Câmara deixou caducar. Cobra do presidente da Câmara”, disse Bolsonaro.

Resposta de Rodrigo Maia a Bolsonaro

De acordo com o governo, Maia está “retaliando” o presidente, depois de sua declaração, ao pautar a MP do auxílio.

Como não foi definida uma fonte de financiamento para o projeto, o governo quer retirar o tema da pauta e afirmou que não há acordo com os partidos para votar a MP.

A medida provisória do auxílio emergencial tem sido cobrada de partidos de oposição. O benefício hoje paga R$300.

Antes disso, o valor das parcelas era de R$600 e os partidos de esquerda querem que esse valor seja retomado.

A equipe econômica está preocupada que a votação dessa MP abra brecha para uma prorrogação do auxílio emergencial no próximo ano, já que o pagamento acaba em dezembro.

O auxílio foi criado para amenizar os impactos da pandemia causada pelo novo coronavírus. Voltado para os brasileiros que acabaram perdendo o emprego ou ficando sem trabalhar neste período.

Jheniffer FreitasJheniffer Freitas
Jheniffer Aparecida Corrêa Freitas é formada em Jornalismo pela Universidade de Mogi das Cruzes. Atuou como assessora de imprensa da Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo e da Secretarial Estadual da Saúde de São Paulo. Atualmente, é redatora do portal FDR, produzindo pautas sobre economia popular e finanças.