Famílias mais pobres continuaram sofrendo com a inflação mais alta no mês de outubro

De acordo com Indicador Ipea de Inflação por Faixa de Renda, as famílias mais pobres tiveram inflação mais alta que as famílias de renda mais alta em outubro. O grupo de renda mais baixa teve a taxa de inflação de 0,98%, enquanto os mais ricos tiveram 0,82%. Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (11), pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).

Famílias com menos condições financeiras apresentam taxa maior de inflação que os mais ricos em outubro
Famílias com menos condições financeiras apresentam taxa maior de inflação que os mais ricos em outubro (Imagem: John Lambeth/Pexels)

Por conta das dificuldades impostas pela pandemia da covid-19, a variação do preço dos alimentos no domicílio teve relação direta na inflação para as famílias mais pobres.

Somente o grupo “alimentos e bebidas” representou 61% da inflação das famílias com menos condições. Os itens que tiveram impacto direto nessa alta foram os de tomate (18,7%), óleo de soja (17,4%), batata (17%), arroz, (13,4%) e carnes (4,3%).

Por outro lado, as famílias com mais condições tiveram aumento da taxa de inflação, em especial, por conta do da alta no grupo “transportes”. Os itens que influenciaram no resultado de outubro foram passagens aéreas (39,8%) e passagens aéreas (0,9%).

Na comparação deste mês de outubro com o mesmo período do ano passado, a taxa de inflação para os mais pobres teve alta de 0,01 para 0,98%. Para os mais ricos, também houve registro de aumento. No entanto, ocorreu em menor escala, de 00,17% para 0,82%.

No acumulado dos últimos 12 meses, de novembro de 2019 a outubro de 2020, todos os segmentos tiveram aumento na inflação. Para a classe mais baixa, o aumento foi de 5,3%. Já para a classe mais alta, a aceleração foi de 2,5%.

Acumulado de 2020

Na somatória de janeiro a outubro de 2020, a desaceleração nos preços dos serviços favoreceu as famílias mais ricas. Em contrapartida, o aumento do valor nos alimentos prejudicou os mais pobres. A inflação das pessoas com renda mais alta foi de 1%, enquanto a das pessoas com menos condições foi de 3,5%.

No acumulado deste ano, os itens da cesta de consumo das famílias mais pobres tiveram aumento. Os alimentos indicados foram óleo de soja (77,7%), feijão (59,5%), arroz (47,6%), leite (29,5%), e frango (9,2%).

Para as famílias mais ricas, houve deflação nos itens de maior peso. São estes: passagem aérea (-37,3%), transporte por aplicativo (-22,7%), seguro de automóvel (-9,9%), hospedagem (-8,4%), gasolina (-3,3%) e pré-escola (-1,7%).
O indicador

Para considerar cada grupo social, o Indicador Ipea de Inflação por Faixa de Renda leva em consideração o rendimento familiar mensal das famílias. Os mais pobres se referem aos que possuem o valor menor que R$ 1.650,50. Para os mais ricos, o valor de referência é de acima de R$ 16.509,66.

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Silvio Souza
Silvio Suehiro Souza é formado em Comunicação Social - Jornalismo pela Universidade de Mogi das Cruzes (UMC). Possui experiência em produção textual e, atualmente, dedica-se à redação do FDR produzindo conteúdo sobre economia.
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