Micro e pequenas empresas mostram recuperação no terceiro trimestre após período crítico em meio a pandemia

As micro e pequenas empresas apontam recuperação de fôlego depois do pior período da crise econômica, entre março e junho. O segmento foi o que mais registrou demissões no período mais crítico da pandemia do novo coronavírus, encerrando pouco mais de 1 milhão de postos de trabalho, contra aproximadamente 605.000 das médias e grandes empresas.

Micro e pequenas empresas mostram recuperação no terceiro trimestre após período crítico em meio a pandemia
Micro e pequenas empresas mostram recuperação no terceiro trimestre após período crítico em meio a pandemia (Imagem: Fauxels/Pexels)

Porém, as micro e pequenas empresas geraram 443.000 empregos entre os meses de julho e setembro, enquanto as maiores disponibilizaram 245.000 vagas no mesmo período.

O levantamento, realizado pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), mostra a rápida capacidade de reação das micro e pequenas empresas diante de crises.

Levando em consideração o acumulado de 2020 (incluindo os meses anteriores à chegada da covid-19), os dados registram que, entre demissões e contratações, as pequenas empresas obtiveram saldo melhor, foram em torno de 40.000 demissões a menos que as médias e grandes empresas.

“As micro e pequenas empresas são o motor da economia. Para sairmos mais rapidamente da crise, será fundamental continuar apoiando esses empresários. Isso passa por uma série de medidas, desde o apoio para que as empresas consigam digitalizar suas vendas até a ampliação da oferta de crédito, que é um oxigênio vital para mantê-las operando”, disse o presidente do Sebrae, Carlos Melles.

No primeiro dia com pequenos investidores, negócios com BDRs crescem 65%

No dia 22 de outubro, que foi o dia de estreia dos pequenos investidores nesses ativos, o volume financeiro de negócios do Índice de BDRs Não Patrocinados-Global (BDRX) da B3 cresceu 64,7% , em relação a média diária analisada durante 2020.

Até o dia 21 de outubro, os negócios do BDRX somaram R$120,2 milhões ante a média de R$73 milhões diários, quando apenas os investidores qualificados, que têm mais de R$1 milhão em aplicações, podiam participar desse mercado. No ano, o índice BDRX  registrava uma acumulação valorizada em 53,6%.

Desde que foi aberto o pregão, as negociações de BDRs (Brazilian Depositary Receipts) para pequenos investidores foram oferecidas, possibilitando investimentos nesses recibos de ações estrangeiras e também em ETFs (fundos de índices) internacionais.

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