Ressarcimento do FGTS para vítimas de roubo foi negado pela Caixa; entenda o motivo

Os trabalhadores que tiveram o seu dinheiro roubado, no golpe que vem sendo aplicado nas contas do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), estão com dificuldades para reaver a quantia que deveria ser paga pela Caixa Econômica.

Ressarcimento do FGTS para vítimas de roubo foi negado pela Caixa; entenda o motivo
Ressarcimento do FGTS para vítimas de roubo foi negado pela Caixa; entenda o motivo (Imagem: reprodução/Google)

A Caixa está rejeitando de forma automática o ressarcimento para aqueles que estão contestando a retirada irregular do dinheiro do seu fundo.

A resposta que é dada para as vítimas de forma individual, é padronizada: “…Informamos que o processo em questão foi finalizado, não indicando ressarcimento ao cliente. (….) Esclarecemos que a conclusão acima decorre da aplicação de critérios técnicos de análise de transações financeiras eletrônicas, que são restritos às áreas de segurança da Caixa e à Polícia Federal, devido ao sigilo desses critérios e para resguardar o sistema bancário”, diz o texto da conclusão de um dos processos.

Sendo assim, a Caixa informa ao beneficiário que não encontrou irregularidades, que usou critérios técnicos para chegar a essa conclusão.

Porém, os critérios usados não são explicados, pois são sigilosos. Por fim sugere que o cliente faça outra contestação.

O primeiro passo dos fraudadores é conseguir o CPF dos trabalhadores. Em seguida eles obtém a senha do aplicativo Caixa Tem, que foi aberta pela Caixa para a realização do pagamento do FGTS e do auxílio emergencial.

O fraudador faz o cadastro de um email falso usando o nome da vítima, copiando o endereço do início e o final do verdadeiro. Com isso, o trabalhador ao redefinir a senha vai para o email falso criado pelo golpeador.

Aqueles que descobriram que foram vítimas do golpe devem ir até uma agência pessoalmente para fazer a contestação do saque indevido. Para isso é necessário levar o CPF e um documento oficial com foto.

A Caixa informou que “melhora os critérios de segurança de acesso ao Caixa Tem, constantemente, inclusive nos últimos dias foram implantadas melhorias importantes, observando as melhores práticas de mercado e as evoluções necessárias ao observar a ocorrência de fraudes”.

A Polícia Federal disse que não é preciso ir fazer o registro da ocorrência e que as vítimas devem ir até o banco.

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Jheniffer Freitas
Jheniffer Aparecida Corrêa Freitas é formada em Jornalismo pela Universidade de Mogi das Cruzes. Atuou como assessora de imprensa da Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo e da Secretarial Estadual da Saúde de São Paulo. Atualmente, é redatora do portal FDR, produzindo pautas sobre economia popular e finanças.
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